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operação Lava Jato

- Publicada em 02h15min, 22/01/2020. Atualizada em 03h00min, 22/01/2020.

Moro chama mensagens vazadas do Telegram de 'bobageirada'

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse, na segunda-feira à noite (20), em entrevista ao Roda Viva, considerar uma "bobageirada" a publicação de reportagens sobre conversas suas no aplicativo Telegram e criticou declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes a respeito da divulgação de áudio de telefonema entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) em 2016.
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse, na segunda-feira à noite (20), em entrevista ao Roda Viva, considerar uma "bobageirada" a publicação de reportagens sobre conversas suas no aplicativo Telegram e criticou declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes a respeito da divulgação de áudio de telefonema entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) em 2016.
Desde junho passado, o site The Intercept Brasil e outros veículos têm publicado uma série de reportagens com mensagens de autoridades da Lava Jato que mostram que havia colaboração entre Moro e o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol. As conversas apontam, por exemplo, que o então juiz orientou a respeito da ordem de fases da operação, indicou uma prova para uma denúncia do Ministério Público e sugeriu uma testemunha.
Na entrevista ao Roda Viva, Moro disse que o tema é "um episódio menor" em seu primeiro ano no governo federal. "Sinceramente, nunca dei muita importância para isso. Acho que ali tem um monte de bobageirada, nunca entendi muito bem a importância (dada) para aquilo. Agora, foi usado politicamente para tentar, vamos dizer assim, soltar criminosos presos, pessoas que tinham sido condenadas por corrupção e, principalmente, tentar enfraquecer politicamente o Ministério da Justiça."
Moro foi questionado também sobre sua decisão, na época em que era o juiz responsável pela Lava Jato, de tirar o sigilo de conversas telefônicas entre Lula e Dilma em março de 2016, em uma iniciativa que acabou aumentando a pressão pelo impeachment da então presidente.
Após aquela medida de Moro, Gilmar Mendes concedeu uma liminar suspendendo a nomeação de Lula para a Casa Civil do governo, diante da suspeita de obstrução de Justiça. Em entrevista no ano passado, Gilmar afirmou que, hoje, tem "muitas dúvidas" sobre o assunto. "Muito mais dúvidas do que certeza e lamento muito esse tipo de manipulação."
Moro defendeu sua medida na ocasião, mas disse que é atribuída ao áudio uma importância que não existe. "É muito fácil (afirmar): '2016, ah, não tenho culpa nenhuma, fui manipulado'. Não existe nada disso. Ele (Gilmar) tomou a decisão dele na época, ele assuma a responsabilidade pela decisão que ele tomou. Nada ali foi objeto de manipulação."
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