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Porto Alegre, terça-feira, 21 de janeiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Política

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governo federal

Edição impressa de 21/01/2020. Alterada em 21/01 às 03h00min

Justiça dá cinco dias para chefe da Secom se defender de acusação de favorecimento

A juíza federal Solange Salgado, da 1ª Vara Federal em Brasília, abriu prazo de cinco dias úteis para o chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Fabio Wajngarten, se manifestar sobre suspeitas de conflito de interesses. Em nota divulgada nesta segunda-feira (20), a Secom negou favorecimento na distribuição de verba publicitária à agência Artplan, cliente de uma empresa privada do chefe da secretaria, Fabio Wajngarten.
A juíza federal Solange Salgado, da 1ª Vara Federal em Brasília, abriu prazo de cinco dias úteis para o chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), Fabio Wajngarten, se manifestar sobre suspeitas de conflito de interesses. Em nota divulgada nesta segunda-feira (20), a Secom negou favorecimento na distribuição de verba publicitária à agência Artplan, cliente de uma empresa privada do chefe da secretaria, Fabio Wajngarten.
A Secom voltou a criticar a Folha de S.Paulo. Na semana passada, o jornal revelou que Wajngarten é sócio da FW Comunicação, que recebe dinheiro de emissoras de TV (como Record e Band) e agências contratadas pela pasta, ministérios e estatais do governo Bolsonaro.
Ontem, o jornal mostrou que a Artplan passou na gestão dele a ser a número um em verbas distribuídas pela pasta. Sob o comando de Wajngarten, a agência recebeu da secretaria R$ 70 milhões entre 12 de abril e 31 de dezembro de 2019, 36% mais do que o pago no mesmo período do ano anterior (R$ 51,5 milhões). O levantamento feito pela reportagem nas planilhas de pagamento da Secom mostra uma inversão de tendência. Segundo a nota da Secom, a reportagem é "caluniosa e covarde". A secretaria disse que Artplan foi a agência que mais faturou em 2019, mas afirmou que isso não ocorreu por ser cliente de Wajngarten.
"A Artplan ganhou uma concorrência interna entre as agências com contratos com a Secom realizada na gestão anterior e não da de Fábio Wajngarten para realizar a maior campanha do governo em 2019, a da Nova Previdência", disse a Secom. "O mau jornalismo praticado pela Folha de S.Paulo se transformou em abjeta campanha persecutória, inaceitável e incompatível com que determinam a ética e os bons costumes do bom e sério jornalismo", ressaltou.
Antes de assumir a Secom, o secretário passou a função de administrador da FW para o empresário Fabio Liberman. Depois disso, escolheu para ser seu adjunto na pasta o irmão dele, Samy Liberman, que participa das decisões sobre a distribuição da verba publicitária.
A Comissão de Ética Pública da Presidência, que fiscaliza situações de conflito de interesses, informou que o caso de Wajngarten será avaliado no dia 28. O Tribunal de Contas da União também o discutirá em plenário. O secretário nega irregularidades e diz que os contratos com as empresas foram firmados antes de assumir o cargo na Secom.
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