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Política

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São Paulo

11/12/2019 - 20h13min. Alterada em 11/12 às 20h13min

Bruno Covas é encaminhado à UTI com sangramento no fígado

Prefeito paulistano está internado para passar por exames e a 4ª quimioterapia

Prefeito paulistano está internado para passar por exames e a 4ª quimioterapia


Rovena Rosa/Agência Brasil/JC
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês nesta quarta-feira (11) após apresentar sangramento no fígado.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês nesta quarta-feira (11) após apresentar sangramento no fígado.
Ele está internado no hospital desde domingo (8) para passar por exames e também pela quarta sessão de quimioterapia de seu tratamento contra um câncer na região do estômago.
Segundo boletim do hospital, Covas apresentou o sangramento intra-hepático (no interior do fígado) durante procedimento para demarcação da lesão tumoral, que foi controlado por arteriografia (exame para visualizar as paredes das artérias) e embolização (injeção de substancias para tentar diminuir ou bloquear o fluxo de sangue).
O procedimento foi descrito como "minimamente invasivo" no boletim, que também diz que o tucano foi para a UTI para ser monitorado continuamente.
A demarcação de tumores é feita como procedimento para acompanhar a evolução dessas lesões. O fígado de Covas ficou ferido com a passagem do equipamento. 
O prefeito foi internado no dia 23 de outubro, quando tratava de uma infecção de pele. No dia 28, ele recebeu diagnóstico de câncer localizado entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado e linfonodos comprometidos. Desde então, passou por quatro sessões de quimioterapia, a última delas nesta semana. No período, Covas disse não ter sofrido com efeitos adversos como enjoo ou fraqueza. Aos secretários, tem dito em tom de brincadeira que parece estar recebendo placebo.
Na segunda-feira (9), os médicos de Covas deram entrevista coletiva em que descreveram a reação do prefeito ao tratamento desde o final de outubro como "maravilhosa" e "auspiciosa". Ele precisará enfrentar mais quatro sessões de quimioterapia, com intervalo de 15 dias entre elas. Ao todo, o prefeito deverá passar por oito sessões.
No entanto, a programação vinha sendo feita de acordo com a resposta corporal de Covas. Com o sangramento do fígado, ela pode ser repensada. Na segunda, os médicos explicaram que o prefeito havia sido submetido a três exames de imagem: endoscopia, ressonância magnética e pet scan (tomografia por emissão de pósitrons).
A endoscopia mostrou que no local em que havia o tumor há um processo de fibrose e cicatrização (o que não significa que não existam mais quaisquer células cancerígenas, mas que o corpo reagiu "da melhor maneira possível", como disse o oncologista Túlio Pfiffer, e o câncer encolheu substantivamente).
A ressonância magnética e o pet scan revelaram que a metástase no fígado diminuiu, assim como os linfonodos comprometidos.
"No pet scan, vimos que a lesão hepática não só deixou de captar (açúcar, que é o contraste no exame) como diminuiu muito em volume. Embora a gente não possa dizer que todas as células tumorais estejam mortas naquele ponto, tivemos a regressão mais expressiva que se pode encontrar em um pet scan", disse o oncologista Artur Katz.
Os exames de sangue também evidenciaram a resposta positiva do corpo do prefeito. Um dos marcadores tumorais, chamado de CA 19-9, teve queda de 90% em relação ao valor medido antes do início da quimioterapia.
Mantida a programação, em fevereiro, com o fim do ciclo quimioterápico, os médicos avaliarão se novos procedimentos serão necessários, como mais sessões de quimioterapia ou uma cirurgia.
O prefeito intensificou sua agenda de reuniões no período de tratamento, tendo recebido secretários no hospital com frequência. Como pretende se candidatar à reeleição em 2020, também tem participado de compromissos para organizar sua campanha.
Sobre a possibilidade de se afastar do cargo para se dedicar à recuperação, ele tem dito que tem a responsabilidade de ficar no comando da prefeitura enquanto possível e que terá a responsabilidade de deixar o cargo se precisar.
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