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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de dezembro de 2019.
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Meio Ambiente

Edição impressa de 02/12/2019. Alterada em 02/12 às 03h00min

Após denunciar mineração ilegal, líder indígena tem casa invadida

Dias após denunciar mineradores ilegais e madeireiros em Brasília, a líder indígena Alessandra Korap, do povo mundurucu, teve a sua casa invadida em Santarém (PA). Os criminosos levaram documentos, tablet, celular e o cartão de memória de sua câmera fotográfica. Segundo relatou Korap, a invasão ocorreu entre o final da tarde e o início da noite deste sábado (30), período em que ela saiu de casa junto com o marido e os dois filhos. Na volta, encontraram a casa arrombada.
Dias após denunciar mineradores ilegais e madeireiros em Brasília, a líder indígena Alessandra Korap, do povo mundurucu, teve a sua casa invadida em Santarém (PA). Os criminosos levaram documentos, tablet, celular e o cartão de memória de sua câmera fotográfica. Segundo relatou Korap, a invasão ocorreu entre o final da tarde e o início da noite deste sábado (30), período em que ela saiu de casa junto com o marido e os dois filhos. Na volta, encontraram a casa arrombada.
Os invasores levaram uma mochila onde Korap guardava diversos documentos e outros materiais impressos. Já a câmera fotográfica foi deixada aberta sobre a cama. A TV também foi furtada, mas o botijão de gás, um dos itens mais roubados na região, ficou para trás.
Assustada, a família dormiu na casa de um amigo e agora está em um local não divulgado. No domingo (1º), Korap tentou fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil, mas foi orientada a voltar na segunda-feira (2), sob a justificativa de que, para registrar no plantão, é preciso ter flagrante.
No último dia 20, ela fez parte de uma comitiva de cerca de 50 mundurucus que viajou a Brasília para denunciar o garimpo de ouro, madeireiros, ameaças de morte contra lideranças e cobrar a demarcação de terras indígenas, cujos processos estão paralisados.
Um vídeo com uma fala de Korap na capital federal circulou em grupos de WhatsApp de garimpeiros. Alguns escreveram comentários e gravaram áudios em tom de ameaça contra a líder mundurucu.
Localizada no sudoeste do Pará, a Terra Indígena Munduruku é uma das mais afetadas pela mineração ilegal. Centenas de quilômetros de rios e igarapés estão com a água enlameada e contaminada de mercúrio. A extração é feita por PCs (escavadeiras), que desviam os cursos d'água e destroem a mata ciliar, um sistema mais próximo da mineração do que do garimpo tradicional.
"A gente vem denunciando há vários anos contra garimpo e madeira. Com o governo Bolsonaro, piorou, a reação dos que querem tomar as terras indígenas é muito grande", diz Korap.
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