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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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governo federal

Edição impressa de 28/11/2019. Alterada em 28/11 às 03h00min

Novo presidente da Fundação Palmares nega racismo

Novo presidente da Fundação Cultural Palmares, órgão responsável pela promoção da cultura afro-brasileira, o jornalista e militante de direita Sérgio Nascimento de Camargo já afirmou que no Brasil não existe "racismo real", que a escravidão foi "benéfica para os descendentes" e que o movimento negro precisa ser "extinto".

A nomeação de Sergio Camargo, que substitui Vanderlei Lourenço na presidência da Palmares, foi uma das mudanças de cargo na área de cultura publicadas nesta quarta-feira no Diário Oficial da União . Outras alterações ocorreram na Secretaria do Audiovisual e na Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (órgão responsável pela aplicação da Lei Rouanet).

Nomeado ontem, Camargo é um usuário frequente de redes sociais, onde defendeu o fim do feriado da Consciência Negra, criticou manifestações culturais ligadas à população negra e atacou diversas personalidades negras, do casal de atores Taís Araújo e Lázaro Ramos à ex-vereadora Marielle Franco. 

No dia 15 de setembro, Camargo publicou que no Brasil existe um racismo "nutella", ao contrário dos Estados Unidos, onde existiria um racismo "real". "A negrada daqui reclama porque é imbecil e desinformada pela esquerda", disse. Em 27 de agosto, havia escrito que a escravidão foi "terrível, mas benéfica para os descendentes" porque negros viveriam em condições melhores no Brasil do que na África.

No dia 16 do mesmo mês, afirmou que o movimento negro precisa ser "extinto" porque "não há salvação". Em outra ocasião, escreveu que "merece estátua, medalha e retrato em cédula o primeiro branco que meter um preto militante na cadeia por crime de racismo". Também já disse sentir "vergonha e asco da negrada militante".

O Dia da Consciência Negra é um dos alvos preferenciais do novo presidente da Palmares. Ele defendeu a extinção do feriado por decreto, porque ele causaria "incalculáveis perdas à economia do País" ao homenagear quem ele chamou de "um falso herói dos negros", Zumbi dos Palmares - que dá nome à fundação que ele agora preside. Também já afirmou que o feriado foi feito sob medida para o "preto babaca" que é um "idiota útil a serviço da pauta ideológica progressista".

A lista de personalidades negras atacada por Camargo é grande. Ele disse ser favorável a que "alguns pretos sejam levados à força para a África", e cita Lázaro Ramos e Taís Araújo (classificada de "rainha do vitimismo") como exemplo. "Sugiro o Congo como destino. E que fiquem por lá!" O sambista Martinho da Vila é outro que deveria "ser mandado para o Congo", por ser um "vagabundo".

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