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Porto Alegre, terça-feira, 12 de novembro de 2019.
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Política

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Ministério Público

Edição impressa de 12/11/2019. Alterada em 12/11 às 03h00min

Aras pauta julgamento de Dallagnol no Conselho do MP

O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, uma manifestação na qual pauta para hoje o julgamento de um processo administrativo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o procurador Deltan Dallagnol. O caso apura se o chefe da força-tarefa da Lava Jato no Paraná violou normas da Procuradoria ao se manifestar contra o STF em entrevista de rádio.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, uma manifestação na qual pauta para hoje o julgamento de um processo administrativo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o procurador Deltan Dallagnol. O caso apura se o chefe da força-tarefa da Lava Jato no Paraná violou normas da Procuradoria ao se manifestar contra o STF em entrevista de rádio.
Na quarta-feira, Fux impôs uma derrota a Dallagnol ao derrubar liminar que suspendia a análise do processo pelo Conselhão do MP. O julgamento estava paralisado desde outubro por decisão da 1.ª Vara Federal de Curitiba mas, no entendimento do ministro, a primeira instância não tem competência de avaliar o processo, visto que ela seria do STF. O procurador-geral afirmou que o julgamento está pautado para a 17.ª sessão ordinária do órgão, marcada para hoje. O PGR não avaliou, no documento, o teor do processo em questão.
Dallagnol foi alvo de processo administrativo após conceder entrevista na qual afirmou que o Supremo Tribunal Federal passava mensagens de "leniência" com a corrupção em algumas decisões. O pedido contra o procurador foi aberto após manifestação do presidente da Corte, Dias Toffoli.
À época, o coordenador da Lava Jato criticou a decisão da Segunda Turma do STF em transferir para a Justiça de Brasília os depoimentos da delação premiada da Odebrecht relativas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-ministro Guido Mantega (PT, titular da pasta do Planejamento, na gestão Lula, e Fazenda, no governo Dilma Rousseff). Até então, os documentos estavam em Curitiba.
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