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Porto Alegre, terça-feira, 12 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Palácio do Planalto

Edição impressa de 12/11/2019. Alterada em 12/11 às 03h00min

Jair Bolsonaro deverá anunciar saída do PSL

A crise interna do PSL pode chegar a um desfecho nesta terça-feira (12). O presidente Jair Bolsonaro (PSL) enviou, nesta segunda-feira, uma mensagem a parlamentares aliados no grupo de Whatsapp "Time Bolsonaro". Informou apenas horário e local. Às 16h, no Palácio do Planalto.
A crise interna do PSL pode chegar a um desfecho nesta terça-feira (12). O presidente Jair Bolsonaro (PSL) enviou, nesta segunda-feira, uma mensagem a parlamentares aliados no grupo de Whatsapp "Time Bolsonaro". Informou apenas horário e local. Às 16h, no Palácio do Planalto.
O presidente da República não especificou o assunto, mas deputados convidados para essa reunião preveem um anúncio da saída de Bolsonaro do PSL, depois de uma crise que tomou os holofotes da política nacional no último mês.
"Creio que sim (que Bolsonaro deve deixar o PSL). E eu saio de fato também, em apoio ao Presidente. Breve saio de direito", afirmou o deputado federal gaúcho Bibo Nunes (PSL).
Jair Bolsonaro poderia levar com ele quase que a metade da bancada do PSL na Câmara, composta por 53 deputados, caso não houvesse entraves jurídicos que podem implicar na perda dos mandatos.
A disputa interna da legenda veio à tona no dia 8 de outubro. Na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez críticas ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), a um pré-candidato a vereador do Recife. "O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido", prosseguiu. A partir daí, houve uma série de farpas trocadas entre dois grupos que se formaram entre os correligionários.
De um lado, os "bolsonaristas", aliados a Bolsonaro que articularam para colocar o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder da bancada na Câmara.
Do outro, os "bivaristas", ligados a Luciano Bivar, que perderam o controle da bancada, com a destituição do deputado Delegado Waldir (PSL-GO), mas ficaram com o controle do partido e abriram processos no Conselho de Ética contra ao menos 19 colegas do grupo oposto.
Nessa cizânia, está em jogo o controle do partido, que se tornou uma superpotência após eleger 52 deputados no ano passado e angariar a maior fatia dos recursos públicos destinados às siglas. Apenas neste ano, o PSL deve receber R$ 110 milhões de fundo partidário.
Para a reunião, Jair Bolsonaro chegou a convidar alguns nomes da ala bivarista, mas segundo fontes, deixou de fora o próprio Bivar, a ex-líder do Congresso, deputada Joice Hasselman (SP), deputado Julian Lemos (PB), Heitor Freire (CE) e Delegado Waldir (GO). Deputado por São Paulo, Coronel Tadeu também não foi convidado. "Não posso acompanhá-lo (na saída do PSL). A legislação não permite. Se for para dar fim a essa confusão, apoio integralmente a decisão do presidente", disse.
Segundo deputados do PSL ouvidos pela reportagem, Jair Bolsonaro deve se manter, por enquanto, independente, até encontrar um novo partido que possa integrar. A intenção é migrar para uma legenda que "não tenha dono", disse um parlamentar.
 
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