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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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congresso nacional

Edição impressa de 07/11/2019. Alterada em 07/11 às 03h00min

Aumento do fundo eleitoral esbarra em medo de desgaste

A articulação de líderes e dirigentes partidários para tentar aumentar o fundo eleitoral de 2020 para até R$ 4 bilhões tem esbarrado no medo de desgaste público dos parlamentares que terão de votar a medida. Após uma reunião na semana passada, as lideranças passaram a consultar os deputados e alguns já explicitaram ser difícil encampar a proposta.
A articulação de líderes e dirigentes partidários para tentar aumentar o fundo eleitoral de 2020 para até R$ 4 bilhões tem esbarrado no medo de desgaste público dos parlamentares que terão de votar a medida. Após uma reunião na semana passada, as lideranças passaram a consultar os deputados e alguns já explicitaram ser difícil encampar a proposta.
O fundo eleitoral é usado para financiar as eleições com dinheiro da União. Em setembro, o Ministério da Economia encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei orçamentária (PLOA) prevendo destinar R$ 2,5 bilhões ao fundo eleitoral para os pleitos municipais. A quantia é 48% maior que a de 2018, quando partidos receberam R$ 1,7 bilhão.
O relator do projeto de lei, Cacá Leão (PP-BA), considerou aumentar o fundo para R$ 3,7 bilhões na PLOA, mas a ideia acabou sendo deixada para depois. Na semana passada, os presidentes de partidos se reuniram na sede do PSD, em Brasília, partido comandado por Gilberto Kassab.
A sugestão dos dirigentes seria um aumento do fundo para até R$ 4 bilhões com base em retirar, no Orçamento, parte da verba das emendas de bancadas estaduais. Após serem consultados ao longo dessa e da última semana, deputados da base dos partidos resistiram à ideia.
Os líderes de DEM, Solidariedade, PP, PL, PSD, PT, PSB, PCdoB e PDT foram encarregados de sondar suas bancadas para contabilizar quantos apoiam o aumento.
No DEM, que se reuniu nesta terça-feira, deputados relataram ao Globo que ouviram que, se não assinassem a lista, ficariam sem nenhum fundo eleitoral para usar no ano que vem. Dos 27 deputados do partido na Câmara, menos de 20 assinaram.
Houve resistência ao aumento também por parte de parlamentares de outros partidos, segundo deputados que não quiseram se identificar. Nas bancadas do PP e do PL, a maioria é a favor do aumento.
Novo, Podemos e PSL se posicionam contra o aumento do fundo eleitoral, e não foram convidados para a reunião dos dirigentes.
 
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