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Porto Alegre, quinta-feira, 24 de outubro de 2019.
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Política

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memória

Edição impressa de 24/10/2019. Alterada em 24/10 às 03h00min

Saulo Gomes, conhecido como 'repórter do Chico', morre aos 91 anos

Ele gostava de se definir como repórter investigativo, profissão que abraçou há 63 anos. Mas nas últimas décadas se tornou o "repórter do Chico", em alusão à proximidade que manteve com o médium mineiro Chico Xavier (1910-2002).
Ele gostava de se definir como repórter investigativo, profissão que abraçou há 63 anos. Mas nas últimas décadas se tornou o "repórter do Chico", em alusão à proximidade que manteve com o médium mineiro Chico Xavier (1910-2002).
Saulo Gomes fez coberturas de queda de meteoritos, da seleção brasileira após a conquista da Copa do Mundo de 1958 e de casos como as mortes dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas e de PC Farias, mas eram sobre as passagens envolvendo Chico que mais gostava de falar.
Como quando convenceu o líder espírita, em 1968, a romper silêncio de 24 anos com a imprensa. Desde 1944 ele não concedia entrevistas, após repercussão de reportagem de Davi Nasser e Jean Manzon que questionou sua mediunidade em "O Cruzeiro".
Desde 2009, Saulo publicou em livros histórias do médium, de quem virou amigo naquele 1968, em uma trilogia.
No mais recente deles, "Nosso Chico" (Intervidas, 2018), que celebrou 50 anos do primeiro encontro com Chico, contou que o líder espírita poderia ter sido fazendeiro, quando, nos anos 1970, ganhou uma propriedade em Goiás de uma frequentadora de sua entidade em Uberaba (MG). Mas destinou o imóvel para ações sociais, como fazia com os presentes que recebia.
Natural do Rio, viveu em São Paulo, São José do Rio Preto, Cuiabá e Montevidéu, exilado na capital uruguaia por sete meses durante a ditadura militar.
Morava em Ribeirão Preto (SP) desde 2002, onde ocupava a cadeira 28 da Academia Ribeirão-pretana de Letras e era membro da Ordem dos Velhos Jornalistas. Vice-presidente da Associação Brasileira de Anistiados Políticos.
 
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