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Porto Alegre, terça-feira, 22 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Assembleia Legislativa

22/10/2019 - 18h40min. Alterada em 22/10 às 21h01min

PSOL vai pedir anulação dos votos de Lara para ficar com vaga

Lara foi cassado por irregularidades em ações da campanha para deputado em 2018

Lara foi cassado por irregularidades em ações da campanha para deputado em 2018


LUIZA PRADO/JC
Vitor Laitano
O ex-deputado estadual Pedro Ruas (PSOL) informou nesta terça-feira (22) que seu partido pedirá a anulação dos votos do deputado estadual Luis Augusto Lara (PTB), presidente da Assembleia Legislativa (AL) e que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral no Rio Grande do Sul (TRE-RS) nessa segunda-feira (21). O recurso será impetrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima segunda-feira (28), informou Ruas.
O ex-deputado estadual Pedro Ruas (PSOL) informou nesta terça-feira (22) que seu partido pedirá a anulação dos votos do deputado estadual Luis Augusto Lara (PTB), presidente da Assembleia Legislativa (AL) e que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral no Rio Grande do Sul (TRE-RS) nessa segunda-feira (21). O recurso será impetrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima segunda-feira (28), informou Ruas.
Na decisão, o TRE-RS determinou que os votos recebidos por Lara na eleição de 2018 sejam computados para a coligação Trabalho e Progresso, pela qual concorreu. Se o TSE acatar o recurso, o ex-deputado do PSOL pode ficar com a vaga, seguindo a ordem de votação pelas coligações. 
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Pela decisão dos desembargadores, a ocupante da cadeira deve ser a atual secretária de Trabalho do Estado, Regina Fortunati (PTB).
O presidente da AL mantém o mandato enquanto a decisão não for homologada pelo TSE. A defesa de Lara já informou que irá recorrer da decisão do TRE-RS.
O presidente da AL e seu irmão, Divaldo Vieira Lara (PTB), prefeito de Bagé, foram julgados por crimes eleitorais durante as eleições de 2018, como a utilização indevida de veículo da imprensa local e cobrança de doações e participação em atos da campanha dos servidores municipais.
Divaldo já havia sido afastado da prefeitura no início do ano por outras acusações, mas também teve o mandato cassado. Além de pagar multa, os irmão ficarão inelegíveis até 2026.
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