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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Polícia Federal

Edição impressa de 14/10/2019. Alterada em 14/10 às 03h00min

Notas fiscais reforçam suspeita de caixa-2 na campanha de 2018

Notas fiscais da empresa Viu Mídia entregues pelo PSL de Minas Gerais à Justiça Eleitoral reforçam a suspeita de caixa-2 na campanha do partido em 2018. Os documentos, que integram a prestação de contas da legenda, corroboram dados de uma planilha apreendida pela Polícia Federal (PF) na sede da empresa.
Notas fiscais da empresa Viu Mídia entregues pelo PSL de Minas Gerais à Justiça Eleitoral reforçam a suspeita de caixa-2 na campanha do partido em 2018. Os documentos, que integram a prestação de contas da legenda, corroboram dados de uma planilha apreendida pela Polícia Federal (PF) na sede da empresa.
O arquivo encontrado pela PF sugere que parte do dinheiro do esquema de candidaturas de laranjas foi desviado e abasteceu, por meio de caixa-2, campanhas de outros candidatos do PSL - entre elas, a do presidente Jair Bolsonaro e a de seu atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Os dois negam irregularidades.
Nas colunas que tratam de valores, na planilha apreendida pela PF na Viu Mídia, há uma intitulada "NF", interpretada por investigadores como sendo "nota fiscal", e outra intitulada "out", que, ainda segundo policiais, indica pagamento "por fora". Aproximadamente 70 nomes de candidatos aparecem na coluna "out".
Em pesquisa em fontes abertas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a reportagem localizou dez notas fiscais da Viu Mídia entregues à Justiça pelo PSL, no valor total de R$ 48,4 mil. Esses documentos trazem, em seu campo de discriminação, materiais e valores que coincidem com os descritos na coluna "NF".
Não há, nos papéis encaminhados à Justiça, registro dos materiais e valores constantes na coluna "out" da planilha apreendida, reforçando o indicativo de caixa-2. O caso relacionado à campanha de Bolsonaro é ilustrativo: na planilha apreendida, há registro da confecção de 2 mil "laminados" (possivelmente adesivos em papel laminado), com custo total de R$ 5.750,00, sendo R$ 1.550,00 na coluna "NF" e
R$ 4,2 mil na "out".
Nos documentos apresentados pelo PSL-MG em prestação de contas eleitoral, há, na nota fiscal de número 2018/65, a descrição da produção de 300 laminados de 50x70 centímetros para a campanha de Bolsonaro, ao custo unitário de R$ 2,50, totalizando
R$ 750,00.
Já na nota de número 2018/66, há o registro da produção de outros 200 laminados de 50x70 centímetros para a campanha do presidente, ao custo unitário de R$ 4,00, totalizando
R$ 800,00. A soma, R$ 1.550,00, é exatamente a mesma da descrita em nome da campanha de Bolsonaro na coluna "NF" da planilha apreendida pela PF.
 
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