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ministério público federal

- Publicada em 03h09min, 10/10/2019. Atualizada em 03h00min, 10/10/2019.

Janot pede licença à OAB e se afasta da advocacia

Alegando intenção de "evitar constrangimentos", o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot comunicou nesta quarta-feira (9), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, seu afastamento da advocacia. Ele pediu a suspensão de sua matrícula de advogado até 5 de novembro, quando será ouvido no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/Distrito Federal, onde mantém a inscrição para o exercício da profissão.
Alegando intenção de "evitar constrangimentos", o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot comunicou nesta quarta-feira (9), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, seu afastamento da advocacia. Ele pediu a suspensão de sua matrícula de advogado até 5 de novembro, quando será ouvido no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/Distrito Federal, onde mantém a inscrição para o exercício da profissão.
Sob intensa pressão de políticos e até de antigos aliados desde que admitiu publicamente ter planejado o assassinato do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, Janot achou melhor se afastar da advocacia - atividade que assumiu logo após se aposentar da carreira de procurador do Ministério Público Federal (MPF).
A decisão de Janot, que relatou o plano de eliminar Gilmar nas páginas do seu "Nada menos que tudo" - livro que destaca as passagens que reputa mais importantes na Procuradoria-Geral da República, durante seus dois mandatos, entre 2013 e 2017 -, ocorre em meio à saraivada de críticas, principalmente de desafetos, entre eles o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Na última sexta-feira, Renan ingressou na OAB/DF com pedido de suspensão da carteira de advogado de Janot. O senador pediu suspensão de 180 dias, prazo para "a apuração psicológica e toxicológica" do ex-procurador.
O ex-procurador-geral Rodrigo Janot lançou seu livro "em Brasília, na noite desta terça-feira, em evento mais concorrido do que o realizado em São Paulo na véspera. A ausência de autoridades do Ministério Público Federal e do Judiciário, no entanto, foi notada. De 500 exemplares disponíveis, 220 haviam sido vendidos até as 20h05min, segundo a gerente da livraria. O público presente era de conhecidos de Janot, jornalistas e advogados. A reportagem não identificou procuradores da República no evento.
Na noite de segunda-feira, Janot participou do lançamento do livro em São Paulo, em uma livraria nos Jardins, também sem a presença de autoridades notáveis do Judiciário ou do MPF. Em São Paulo, dos 550 exemplares disponíveis, somente 43 foram vendidos. A noite de autógrafos foi pouco concorrida e terminou cedo.
 
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