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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Edição impressa de 07/10/2019. Alterada em 07/10 às 03h00min

Baleia Rossi é escolhido presidente nacional do MDB

Gabriel Souza (e) foi eleito 1º secretário da executiva nacional da sigla

Gabriel Souza (e) foi eleito 1º secretário da executiva nacional da sigla


/GALILEU OLDENBURG/DIVULGAÇÃO/JC
Ao defender que "é possível viver sem ser governo", o novo presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), defendeu a "renovação" da sigla na convenção realizada neste domingo em Brasília. O partido frequentemente é associado ao fisiologismo, por ter participado, por exemplo, de todas as administrações federais, desde a reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006. O deputado estadual Gabriel Souza (MDB) foi eleito o 1º secretário da nova executiva nacional do MDB.
Ao defender que "é possível viver sem ser governo", o novo presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), defendeu a "renovação" da sigla na convenção realizada neste domingo em Brasília. O partido frequentemente é associado ao fisiologismo, por ter participado, por exemplo, de todas as administrações federais, desde a reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006. O deputado estadual Gabriel Souza (MDB) foi eleito o 1º secretário da nova executiva nacional do MDB.
"Hoje precisamos escolher novas bandeiras. É preciso saber que é possível viver sem participar de governo porque somos muito maiores do que isso", afirmou Rossi, que foi eleito com 311 dos 319 votos. Ele sucede o ex-senador Romero Jucá na presidência do diretório nacional.
Entretanto, se por um lado, Baleia defendeu a reorganização do MDB, por outro, posou ao lado de velhos caciques da legenda. Entre eles, estavam políticos derrotados nas urnas nos últimos pleitos e investigados na Operação Lava Jato: o ex-presidente José Sarney, o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira e os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. Líderes de outros partidos também prestigiaram o evento, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
"A unidade do partido é fundamental para a gente poder mudar, reconectar o nosso partido com os anseios da sociedade e dar voz a nossa militância. Respeitando a nossa história, mas também sabendo que o partido tem que olhar para frente", justificou o novo presidente dos emedebistas.
Os salões do Centro de Convenções do Meliá 21, na região central de Brasília, estavam repletos de imagens do ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães, fundador e um dos políticos históricos da legenda. Ao microfone, os emedebistas enalteciam o governo do ex-presidente Michel Temer, que não compareceu.
Sem Temer, a grande estrela do velho MDB foi o ex-presidente José Sarney. Aos 89 anos, ele teve dificuldade de circular por conta da tietagem dos filiados. A cada momento o ex-presidente era parado para fotos. "Falam do velho Sarney. Não me sinto velho, não. Sou jovem como disse o Jucá. E ainda me sinto mais jovem vendo todas as mulheres, como vejo aqui hoje", afirmou o ex-presidente.
As críticas à chamada "nova política" também estavam presentes. Jucá - que, embora não tenha se reelegido ao Senado, vai assumir uma cadeira de vogal na executiva - fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Qual é a nova política? Qual é a que ele (Bolsonaro) pratica? Política é a política. É a boa política e a má política. Fazer política é tomar decisões para afetar a vida das pessoas. Quem faz bem afeta positivamente, quem faz mal, destrói a vida das pessoas", comparou.
Presente à convenção, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu os quadros históricos do partido. "Nós temos muitas realizações juntos e não devemos ter vergonha do que fizemos. Temos que valorizar e mostrar à sociedade que temos experiência para fazê-las. Porque falar com boas narrativas, isso é fácil. O difícil é ter bons quadros como o MDB", afirmou.
O ex-ministro Moreira Franco afirmou que é necessário ter "humildade" para reconhecer a necessidade de mudanças internas. "Temos que ter humildade e fazer diferente. Os resultados das últimas eleições para nós, do MDB, foram terríveis. Temos que incorporar, entender, mudar para nas eleições municipais termos a mesma recepção que o partido teve no passado", afirmou o ex-ministro.
Nem todos os filiados presentes na convenção estavam satisfeitos com a presença dos caciques. O deputado estadual gaúcho Edson Brum (MDB), criticou a influência das velhas lideranças: "não me sinto à vontade em uma convenção como essa. Vão sair fotos daqui que terei vergonha".
 
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