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Violência

- Publicada em 03h11min, 04/10/2019. Atualizada em 03h00min, 04/10/2019.

Polícia prende parentes do acusado de matar vereadora Marielle Franco

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (3) quatro pessoas em uma operação relacionada à morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. 
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (3) quatro pessoas em uma operação relacionada à morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. 
Entre os presos está Elaine de Figueiredo Lessa, mulher do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de ser o assassino da vereadora e do motorista, e o irmão dela, Bruno Figueiredo. Também foram presos Márcio Montavano, o "Márcio Gordo", e Josinaldo Freitas, o "Di Jaca".
O grupo detido nesta quinta é acusado de ter ocultado armas usadas pela quadrilha, entre elas possivelmente a submetralhadora HK MP5 que teria sido usada para matar Marielle e Anderson. A arma utilizada no crime ainda não foi encontrada.
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, eles se livraram de pertences do policial militar reformado, como armas de grosso calibre, um dia após a prisão de Lessa, em março deste ano. Ao menos seis armas longas e acessórios teriam sido jogados no mar.
Também foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão contra os quatro alvos e outras três pessoas contra as quais não houve denúncia ou prisão. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 19º Vara Criminal da Capital.
A operação ocorre cerca de 15 dias após a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pedir a federalização das investigações.
Em entrevista à imprensa nesta quinta, o delegado Antônio Ricardo Nunes, chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, defendeu que a saída da Polícia Civil e do Ministério Público estadual das investigações representaria um retrocesso.
Marielle e Anderson foram assassinados a tiros em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, Centro do Rio. Eles estavam dentro de um carro quando o crime aconteceu. A vereadora voltava de um evento chamado "Jovens Negras Movendo as Estruturas", na Lapa, também na região central, quando um carro emparelhou com o veículo em que ela estava e efetuou disparos.
Acusado do assassinato, Ronnie Lessa está preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Além dele, o ex-policial Élcio Queiroz, que foi expulso da Polícia Militar, também está preso sob a acusação de ter matado Marielle e seu motorista.
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