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Investigação

- Publicada em 14h22min, 03/10/2019. Atualizada em 14h22min, 03/10/2019.

PF e MPF investigam vazamento de informações sobre Selic

Vazamentos das reuniões do Copom ocorreram entre 2010 e 2012

Vazamentos das reuniões do Copom ocorreram entre 2010 e 2012


PEDRO LADEIRA/AFP/JC
Agência Brasil
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (3) pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), baseada em colaboração do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci com a Justiça, investiga vazamentos dos resultados das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) para beneficiar um fundo de investimento administrado pelo banco BTG Pactual. O Copom é o órgão do Banco Central que determina a taxa básica de juros (Selic) da economia. A operação recebeu o nome de Estrela Cadente.
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (3) pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), baseada em colaboração do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci com a Justiça, investiga vazamentos dos resultados das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) para beneficiar um fundo de investimento administrado pelo banco BTG Pactual. O Copom é o órgão do Banco Central que determina a taxa básica de juros (Selic) da economia. A operação recebeu o nome de Estrela Cadente.
Segundo a investigação, os vazamentos ocorreram entre 2010 e 2012. O fundo de investimento do BTG Pactual recebia informações sigilosas sobre alterações na taxa de juros Selic e, com isso, conseguia obter lucros extraordinários, na casa de dezenas de milhões de reais. A PF e o Ministério Público investigam os crimes de prática de corrupção passiva, corrupção ativa, informação privilegiada, lavagem de dinheiro e ocultação de ativos.
Um mandado de busca e apreensão na sede do banco, em São Paulo, está sendo cumprido nesta quinta-feira (3). Segundo a PF, o objetivo é buscar novas evidências sobre a investigação, que corre sob segredo de Justiça.
Em nota, o BTG Pontual diz que o fundo do banco, chamado Fundo Bintang FIM, tinha um único cotista pessoa física, "profissional do mercado financeiro que também era o gestor credenciado junto à CVM [Comissão de Valores Mobiliários], que nunca foi funcionário do BTG Pactual ou teve qualquer vínculo profissional com o banco ou qualquer de seus sócios". O banco "exerceu apenas o papel de administrador do referido fundo, não tenho qualquer poder de gestão ou participação no mesmo", acrescenta o texo divulgado pela instituição.
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