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Operação Lava Jato

- Publicada em 03h00min, 30/09/2019. Atualizada em 03h00min, 30/09/2019.

Membros do Conselho Nacional do MP estudam investigar Janot

Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) avaliam pedir investigação contra o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot por ter relatado, em entrevistas, um plano para matar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é pedir que o assunto seja tratado no âmbito de uma reclamação disciplinar pela Corregedoria do CNMP.
Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) avaliam pedir investigação contra o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot por ter relatado, em entrevistas, um plano para matar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é pedir que o assunto seja tratado no âmbito de uma reclamação disciplinar pela Corregedoria do CNMP.
Na quinta-feira (26), Janot disse a veículos de imprensa que, numa ocasião, foi armado ao Supremo com a intenção de executar Gilmar e, em seguida, suicidar-se. Após a revelação, Gilmar chamou Janot de "potencial facínora". O relacionamento dos dois foi marcado por embates jurídicos e acusações de parte a parte, especialmente por causa da condução de processos da Lava Jato. O episódio está descrito em livro de memórias que o ex-procurador acaba de publicar. 
Segundo um dos conselheiros, ouvido reservadamente pela reportagem, embora planejar um ilícito sem concretizá-lo não configure crime, o caso de Janot pode ter implicações disciplinares e civis, pois ele era da ativa e chefiava a Procuradoria-Geral da República (PGR) à época dos fatos. Outra questão a ser investigada é trecho do livro que indica possível prevaricação de Janot. O ex-titular da PGR teria se omitido sobre supostas solicitações ilegais do então vice-presidente Michel Temer (MDB) e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebidas por ele enquanto comandava a instituição.
Na sexta-feira (27), o STF determinou medidas de busca e apreensão no apartamento e no escritório de Janot. Ele teve a arma, o celular e um tablet recolhidos. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, terá de se manter a 200 metros de distância da sede da corte e de seus membros. Janot não se pronunciou sobre a reação da corte. 
 
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