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Assembleia Legislativa

- Publicada em 21h48min, 16/09/2019. Atualizada em 09h12min, 17/09/2019.

Lara e servidores vão entregar carta a Leite

Presidente do Parlamento, Luis Augusto Lara participou de reunião com representantes dos sindicatos

Presidente do Parlamento, Luis Augusto Lara participou de reunião com representantes dos sindicatos


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Marcus Meneghetti
Depois de um café da manhã nesta segunda-feira, no Memorial do Legislativo, o presidente da Assembleia Legislativa, Luis Augusto Lara (PTB), e servidores públicos devem apresentar um carta ao governador Eduardo Leite (PSDB) cobrando que os recursos da venda das ações do Banrisul sejam usados para colocar em dia a folha de pagamento. O salário do funcionalismo está sendo parcelado há 45 meses.
Depois de um café da manhã nesta segunda-feira, no Memorial do Legislativo, o presidente da Assembleia Legislativa, Luis Augusto Lara (PTB), e servidores públicos devem apresentar um carta ao governador Eduardo Leite (PSDB) cobrando que os recursos da venda das ações do Banrisul sejam usados para colocar em dia a folha de pagamento. O salário do funcionalismo está sendo parcelado há 45 meses.
Conforme Lara, a venda das 96.323.426 ações ordinárias deve se concretizar até sexta-feira. A expectativa é que o Palácio Piratini arrecade mais de R$ 2 bilhões com a operação. O valor da folha passa de R$ 1,2 bilhão.
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Representantes de várias categorias compareceram à reunião no memorial: policiais civis, brigadianos, agentes penitenciários, bombeiros, técnicos científicos, auditores fiscais, entre outros. No encontro, os sindicalistas apresentaram o posicionamento de cada entidade sobre quais reivindicações deveriam constar na carta enviada ao governador.
Na semana passada, Lara e os servidores se encontraram para tratar do tema pela primeira vez, quando os líderes sindicais se comprometeram em consultar as bases sobre esse assunto.
Ao apresentarem o que cada categoria deliberou, ficou claro que todos concordavam com o uso do dinheiro das ações para colocar a folha em dia. Entretanto, alguns sindicatos fizeram questão de manifestar sua contrariedade à venda das ações e outras iniciativas que, ao final, implicam privatização de patrimônio público. 
"Somos contra a privatização do Banrisul. Mas, já que a venda das ações é um fato quase consumado, defendemos que o dinheiro seja usado para quitar a folha", sustentou o presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Fessergs), Sérgio Arnoud.
O diretor-presidente do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Rio Grande do Sul (Sintergs), Nelcir Varnier, acrescentou que a mobilização deve se estender à proteção dos direitos dos funcionários públicos. "Não adianta, de um lado, conseguirmos que os salários e o 13º sejam colocados em dia; e, por outro, o governo retirar direitos do plano de carreira e aumentar a contribuição previdenciária", analisou - referindo-se aos dois projetos prioritários do governo Leite no segundo semestre de 2019. 
Quanto à audiência com o governador, Lara disse que já encaminhou o pedido. "O governador disse que, antes de tratar da folha, quer vender as ações do Banrisul, o que deve acontecer até o dia 20. Depois disso, nos receberá", comentou Lara.

Grupo decide pedir ao TJ unificação de liminares sobre salários

Ao tomar um café da manhã com representantes dos servidores públicos, o presidente da Assembleia Legislativa, Luis Augusto Lara (PTB), defendeu uma reunião ainda nesta semana com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Carlos Eduardo Zietlow Duro, para solicitar uma espécie de unificação das liminares que obrigam o Executivo a pagar em dia diversas categorias. 

"No Tribunal de Justiça, temos várias liminares determinando o pagamento em dia de várias categorias. Só que essas ações estão pulverizadas: uma está com um desembargador, outra com outro e assim por diante. Seria importante nos reunirmos com o presidente do TJ, que se disponibilizou a nos receber, para solicitar que unifique as ações", explicou Lara aos sindicalistas. 

E complementou: "já temos uma garantia de pagamento na forma das liminares concedidas para a maioria das categorias. Gostaríamos que elas fossem administrativamente unificadas, para que, entrando dinheiro no caixa do Estado, sejam executadas ao mesmo tempo". 

Ao concluir, Lara opinou que, para colocar em dia a folha, a aliança com o Judiciário é mais importante do que a audiência com o governador. "Para garantir mesmo (o pagamento em dia dos salários), a visita ao TJ é a que mais coloca a tranca de ferro para nós."

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