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Governo federal

- Publicada em 03h01min, 16/09/2019. Atualizada em 03h00min, 16/09/2019.

Indefinição sobre a Polícia Federal gera disputa interna e temor de paralisação

Sérgio Moro tem evitado se pronunciar, segundo investigadores da PF

Sérgio Moro tem evitado se pronunciar, segundo investigadores da PF


/ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL/JC
A ameaça do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de trocar o diretor-geral da Polícia Federal desencadeou uma disputa interna por cargos-chave e o temor de paralisação de setores do órgão. Para neutralizar a ação do presidente, a cúpula da PF e superintendentes de unidades regionais cobram uma decisão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que até agora não foi claro sobre o tema.
A ameaça do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de trocar o diretor-geral da Polícia Federal desencadeou uma disputa interna por cargos-chave e o temor de paralisação de setores do órgão. Para neutralizar a ação do presidente, a cúpula da PF e superintendentes de unidades regionais cobram uma decisão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, que até agora não foi claro sobre o tema.
A mudança na cúpula da PF produziria um efeito dominó, com substituições nas chefias das superintendências regionais. Além do órgão central, a PF tem 27 superintendências, uma em cada estado e no Distrito Federal.
Segundo integrantes da alta hierarquia da PF, a indefinição sobre o futuro de Maurício Valeixo impacta a rotina das superintendências. Investigadores avaliam que os trabalhos que estão em andamento continuam seguindo seu ritmo próprio, mas casos que estão para começar ficarão em compasso de espera. No campo administrativo, novos projetos, como reformas, remoções e transferência de servidores já foram em certa medida afetados. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A crise na PF teve início em 15 de agosto, quando Bolsonaro atropelou a cúpula e disse que iria trocar o superintendente do Rio, Ricardo Saadi, por questões de "produtividade e gestão". Ele ainda deu como certo o nome do sucessor - que não era a escolha do diretor-geral.
Após semanas de desgaste, Bolsonaro disse que o comando da instituição precisava dar uma "arejada" e que já havia conversado com Moro sobre isso.
O ministro tem evitado a imprensa, fazendo apenas breves pronunciamentos em eventos, mas se recusando a responder perguntas. Nos bastidores, tem dito que não comenta o assunto. 
 
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