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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Congresso Nacional

Edição impressa de 12/09/2019. Alterada em 12/09 às 03h00min

Coaf aponta movimento atípico deR$ 2,5 milhões em conta de Miranda

David Miranda disse que enviará à Justiça a comprovação da renda

David Miranda disse que enviará à Justiça a comprovação da renda


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
Relatório federal enviado ao Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro indica movimentação atípica de R$ 2,5 milhões na conta bancária do deputado federal David Miranda (PSOL), entre 2 de abril de 2018 a 28 de março de 2019.
Relatório federal enviado ao Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro indica movimentação atípica de R$ 2,5 milhões na conta bancária do deputado federal David Miranda (PSOL), entre 2 de abril de 2018 a 28 de março de 2019.
O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi encaminhado ao MP em 11 de junho, dois dias depois que o site The Intercept Brasil passou a divulgar mensagens de autoridades da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Miranda é casado com o jornalista Glenn Greenwald, fundador do The Intercept Brasil. O Coaf atualmente é vinculado ao Banco Central e passou a se chamar Unidade de Inteligência Financeira (UIF).
As movimentações atípicas, por si só, não configuram crime - que ocorreria apenas se a origem do dinheiro for ilícita. A partir do relatório, o MP pediu à Justiça no fim de agosto a quebra dos sigilos bancário e fiscal de David Miranda e de quatro assessores parlamentares dele. Na semana passada, porém, o juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 16ª Vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro, negou o pedido e decidiu que o deputado e os assessores devem ser primeiramente ouvidos em juízo.
O relatório mostra que a conta do deputado recebeu R$ 1,3 milhão de abril de 2018 a março de 2019 e que as saídas somaram quase o mesmo valor, R$ 1,29 milhão, oriundos de depósitos, resgates e transferências.
O órgão chamou a atenção para o fracionamento de depósitos em espécie, sem origem identificada. Segundo o Coaf, essa pode ser uma tentativa de burlar o controle.
Em nota, David Miranda afirmou que a quantia movimentada é "totalmente compatível" com a renda de sua família. Ele disse que, além dos R$ 33,7 mil que recebe como parlamentar, é sócio do marido "em uma empresa com projetos importantes". Afirmou que o salário de Greenwald é público, já que o Intercept é uma ONG, e que qualquer um pode constatar a compatibilidade da renda com a movimentação. 
O deputado afirmou, ainda, que seus advogados enviarão à Justiça documentos que demonstrem a origem da renda.
 
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