Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 13 de agosto de 2019.
Dia do Economista .

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Operação Lava Jato

Edição impressa de 13/08/2019. Alterada em 13/08 às 03h00min

Moro orientou força-tarefa a não pedir apreensão de celular de Cunha

Uma troca de mensagens aponta que o procurador Deltan Dallagnol foi orientado pelo ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro a não pedir a apreensão do celular do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) na época da prisão do político, em 2016. O diálogo, obtido pelo site The Intercept Brasil, foi publicado nesta segunda-feira (12) pelo site BuzzFeed News.
Uma troca de mensagens aponta que o procurador Deltan Dallagnol foi orientado pelo ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro a não pedir a apreensão do celular do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) na época da prisão do político, em 2016. O diálogo, obtido pelo site The Intercept Brasil, foi publicado nesta segunda-feira (12) pelo site BuzzFeed News.
De acordo com a reportagem, Deltan e Moro conversaram um dia antes da prisão de Cunha, em 19 de outubro de 2016, sobre o assunto. "Queríamos falar sobre a apreensão de celulares. Consideramos importante. Teríamos que pedir hoje", escreveu Deltan.
Moro respondeu: "Acho que não é uma boa". Na mesma conversa, Deltan pede para se reunir com Moro para "explicar razões" do pleito, entre outros temas. Os dois acertam um rápido encontro. Cerca de duas horas depois, o procurador escreve: "Entendemos que não é o caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações".
Cunha já havia tido aparelhos apreendidos em uma outra operação derivada da Lava Jato, no fim de 2015, ainda como presidente da Câmara. Na época de sua prisão, ele já estava com mandato cassado e não tinha mais foro especial. Eventuais elos com autoridades com foro expostos em suas conversas poderiam até provocar o remanejamento de seu caso para instâncias superiores.
Tanto Moro quanto a força-tarefa disseram que os celulares de Cunha já haviam sido apreendidos anteriormente, por ordem do Supremo Tribunal Federal. Moro e a equipe de procuradores disseram que não reconhecem a autenticidade das mensagens e afirmam que o material tem origem em crime cibernético.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia