Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 09 de agosto de 2019.
Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

governo federal

Alterada em 09/08 às 16h41min

'Se excesso jornalístico desse cadeia, todos vocês estariam presos', diz Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro não detalhou a que se referia ao falar em 'excesso jornalístico'

Presidente Jair Bolsonaro não detalhou a que se referia ao falar em 'excesso jornalístico'


Antonio Cruz/Agência Brasil/Divulgação/JC
Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta sexta-feira (9) que todos os jornalistas estariam presos se "excesso jornalístico desse cadeia".
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta sexta-feira (9) que todos os jornalistas estariam presos se "excesso jornalístico desse cadeia".
"Se o excesso jornalístico desse cadeia, todos vocês estariam presos agora, tá certo?", disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada ao lado do ministro Sergio Moro, da Justiça.
A fala do presidente foi acompanhada de aplausos de apoiadores, que o aguardavam na porta da residência oficial da Presidência.
Ele não detalhou a que se referia ao falar em "excesso jornalístico", mas são constantes em suas falas afirmações em tom crítico ao trabalho da imprensa.
A declaração foi feita pelo presidente depois de Moro explicar em que consistia o projeto de excludente de ilicitude apresentado por ele ao Congresso.
A proposta faz parte do pacote anticrime, considerado prioridade do Ministério da Justiça, mas que enfrenta resistência dos parlamentares.
Moro estava explicando aos repórteres que o texto tem como objetivo retirar "excessos" de punições em alguns crimes.
Ele citou como exemplo o caso da modelo Ana Hickmann,apresentadora da TV Record que foi atacada por um homem que se dizia seu fã em um hotel em Belo Horizonte, em 2016.
O responsável pelos ataques acabou morto -depois de efetuar disparos- por reação do cunhado da apresentadora. Ele se referia ao fato de o cunhado ter de responder a um processo por ter matado o responsável pelo ataque.
"A proposta [de excludente de ilicitude] que existe no projeto é bastante específica. Esse caso que foi mencionado pelo presidente envolvendo aquela famosa atriz, modelo, é um caso característico. Aquela pessoa não pode ser tratada como assassina, defendeu a família. As pessoas não são máquinas, eventualmente podem ali cometer algum excesso. Não tem nenhuma extravagância nisso", disse Moro.
À tarde, Bolsonaro postou mensagem de rede social voltando ao tema.
"Queremos tirar o 'excesso' do Código Penal, afinal atirar num bandido duas ou mais vezes deve ser motivo de comemoração (sinal que o policial está vivo), e não de condenação. Já os excessos dos jornalistas...", escreveu.
Moro se reuniu com Bolsonaro no Alvorada em meio a um processo de desgaste, com ofensiva por parte dos Poderes.
O pacote anticrime sofreu novo revés na Câmara na terça (6) e deve ter novas alterações na próxima semana.
O encontro entre ele e o presidente ocorre um dia depois de Bolsonaro ter pedido ao ministro que ele "tenha paciência" com a aprovação da proposta.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia