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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Governo Federal

Alterada em 09/08 às 14h01min

Bolsonaro defende vinculação do Coaf ao Banco Central

'Caso vá para o BC, o Coaf fará seu trabalho sem suspeição de favorecimento político', disse Bolsonaro

'Caso vá para o BC, o Coaf fará seu trabalho sem suspeição de favorecimento político', disse Bolsonaro


EVARISTO SA/AFP/JC
Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro defendeu a vinculação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Banco Central, de forma a evitar que o órgão sofra pressões políticas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9) de manhã, quando o presidente deixou o Palácio do Alvorada.
O presidente Jair Bolsonaro defendeu a vinculação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao Banco Central, de forma a evitar que o órgão sofra pressões políticas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (9) de manhã, quando o presidente deixou o Palácio do Alvorada.
A reforma administrativa do governo do presidente Jair Bolsonaro previa a transferência do Coaf para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A medida, no entanto, foi rejeitada pelo Congresso Nacional, que manteve o órgão subordinado ao Ministério da Economia.
''O que pretendemos é tirar o Coaf do jogo político e vincular ao Banco Central [BC]. Caso vá para o BC, o Coaf fará seu trabalho sem suspeição de favorecimento político. Se for no BC quem vai decidir é o Roberto Campos [presidente do BC]. Ao que parece ele pretende ter um quadro efetivo do Coaf, que mudaria de nome. Quanto menos a política interferir no destino do país, melhor'', disse Bolsonaro.
O presidente voltou negar a intenção de criar uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ele, no entanto, defendeu uma desburocratização do Imposto de Renda, de forma a evitar as indas e vindas de recursos por conta de deduções a partir de notas fiscais de gastos com saúde e educação.
''Queremos facilitar o Imposto de Renda. Aumentar a base, acabar com algumas deduções e diminuir a margem de 27,5%. Grande parte [da população] paga o Importo de Renda e o recebe [de volta]. Nós sabemos que tem muita gente arranjando nota fiscal para justificar educação, saúde. A gente quer acabar com isso, simplificando'', acrescentou.
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