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Palácio do Planalto

- Publicada em 03h00min, 07/08/2019. Atualizada em 03h00min, 07/08/2019.

Petrobras cancela contrato com presidente da OAB

A Petrobras cancelou, nesta terça-feira, o contrato que tinha com o escritório de advocacia do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. O comunicado foi feito por carta. A assessoria de Santa Cruz não informou o motivo da rescisão nem o valor.

A Petrobras cancelou, nesta terça-feira, o contrato que tinha com o escritório de advocacia do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. O comunicado foi feito por carta. A assessoria de Santa Cruz não informou o motivo da rescisão nem o valor.

O escritório atuava em causas trabalhistas da estatal. Santa Cruz avalia entrar com uma ação de reparação de danos contra a Petrobras. A empresa não quis comentar.

Na semana passada, ao atacar o presidente da OAB, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que, se Santa Cruz quisesse, ele poderia dizer como seu pai, Fernando Santa Cruz, desapareceu durante a ditadura militar. Mais tarde, contrariando documentos oficiais, o presidente afirmou que militante da Ação Popular (AP) foi morto em um "justiçamento da esquerda", e não por órgãos da repressão.

Um registro secreto da Aeronáutica de 1978, anexado ao relatório da Comissão Nacional da Verdade, afirma que ele foi preso pelo regime militar, em 22 de fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro.

Em outro documento do Executivo, desta vez já no governo Bolsonaro, a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério dos Direitos Humanos emitiu, no último dia 24, um atestado de óbito para Fernando. A certidão afirma que o estudante "faleceu provavelmente no dia 23 de fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro (RJ), em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro, no contexto da perseguição sistemática e generalizada à população identificada como opositora política ao regime ditatorial de 1964 a 1985".

O presidente da Ordem foi ao Supremo Tribunal Federal pedir esclarecimentos de Bolsonaro. O presidente tem duas semanas para explicar sua afirmação, se quiser.

O embate entre Bolsonaro e Santa Cruz Bolsonaro teve início quando o presidente criticou a atuação da OAB no processo para apurar o atentado à faca sofrido por ele no ano passado.

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