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Governo Federal

- Publicada em 03h02min, 05/08/2019. Atualizada em 03h00min, 05/08/2019.

Jair Bolsonaro reclama de críticas a atos de nepotismo

'Imprensa ainda está na oposição', disse Bolsonaro (e) em culto evangélico

'Imprensa ainda está na oposição', disse Bolsonaro (e) em culto evangélico


/VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), rebateu, neste domingo (4), reportagem do jornal O Globo que mostrou que ele e seus filhos políticos empregaram 102 pessoas com laços familiares. Ele defendeu a nomeação de parentes e destacou sua intenção de indicar Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador brasileiro em Washington.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), rebateu, neste domingo (4), reportagem do jornal O Globo que mostrou que ele e seus filhos políticos empregaram 102 pessoas com laços familiares. Ele defendeu a nomeação de parentes e destacou sua intenção de indicar Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador brasileiro em Washington.
"Que mania que todo parente de político não presta? Eu tenho um filho que está para ir para os Estados Unidos e foi elogiado pelo (Donald) Trump. Vocês massacraram meu filho, a imprensa massacrou, (chamou de) fritador de hambúrguer", disse Bolsonaro.
O presidente, inicialmente, rebateu a reportagem dizendo não ter 102 parentes, mas quando os repórteres o alertaram de que a reportagem trata de familiares de funcionários também, o presidente disse ter nomeado parentes seus apenas antes do Supremo Tribunal Federal (STF) proibir tais nomeações. A reportagem mostrou que Bolsonaro já empregou em seu gabinete na Câmara seus ex-sogros. "Já botei parentes no passado, sim, antes da decisão de que nepotismo seria crime. Qual é o problema?", disse.
Após deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi à Igreja Fonte da Vida, em Brasília, onde participou de um culto. A cerimônia religiosa foi realizada pelo apóstolo César Augusto, que visitou Bolsonaro após o atentado a faca que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018.
Durante o discurso na igreja, Bolsonaro citou a reportagem. "A imprensa diz muito que eu ainda estou no palanque. Eu devolvo: a imprensa ainda está na oposição", afirmou. "Por muitas vezes não leio jornal nenhum para não começar o dia envenenado."
A reportagem, na verdade, mostra que o presidente e seus filhos empregaram, em seus gabinetes, mais de uma centena de funcionários com parentesco ou relação familiar entre si - e não com a família Bolsonaro -, e que vários deles têm indícios de que não trabalharam de fato nos cargos para os quais foram nomeados.
 

'Certas coisas eu mando', diz Bolsonaro sobre o Inpe

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou, neste domingo, que a exoneração do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Galvão, ocorreu por uma solicitação sua.

Para o presidente, não havia mais "clima" para que ele continuasse no cargo. A demissão ocorreu após a divulgação pelo órgão de dados sobre o aumento do desmatamento da Amazônia neste ano. Bolsonaro confirmou que o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, demitiu Galvão a seu pedido.

"Eu não peço. Certas coisas eu mando. Por isso que sou presidente. Após as declarações dele a meu respeito, pessoais, não tinha clima para continuar mais. Não tinha clima", afirmou.

Bolsonaro negou ter censurado os dados, contestados por ele, sobre o aumento do desmatamento na Amazônia em 2019.

Bolsonaro repetiu que deveria ter sido avisado antes da divulgação dos dados pelo Inpe. "Eu acho até que se um funcionário como ele descobre um dado desse, ele tinha que chegar apavorado até para os ministros para falar olha o que vai estourar, o que a gente vai divulgar, o absurdo. Avisa o presidente para não ser surpreendido", afirmou. "Ele tem que manter reservados esses dados antes de sair. Ele tem a responsabilidade", completou.

Bolsonaro revela 'chateação' após declarações de ministro do STF

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse, neste domingo, que ficou "chateado" com as afirmações dadas ao jornal O Estado de São Paulo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello.
Em entrevista publicada no sábado, o ministro afirmou - ao comentar a decisão do STF que manteve a demarcação de terras indígenas com a Funai - que o presidente "minimiza perigosamente a importância da Constituição" e "degrada a autoridade do Parlamento brasileiro", ao reeditar o trecho de uma medida provisória que foi rejeitada pelo Congresso no mesmo ano.
"Me equivoquei na questão da MP. Foi assessor que fez, mas a responsabilidade é minha. Estou chateado porque ele (Mello) foi para o lado pessoal", respondeu a jornalistas. Bolsonaro aproveitou para alfinetar a decisão de Mello no caso no qual o STF passou a considerar a homofobia como crime. "Acredito que esse tipo de decisão cabe ao Congresso", repetiu. "Mas eu tenho que ficar quieto. Não posso criticar decisão de um poder ou outro, tenho que respeitar os poderes", completou.
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