Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 02 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Partidos

Edição impressa de 02/08/2019. Alterada em 02/08 às 17h33min

Nagelstein escreve carta em tom de despedida ao MDB

Valter Nagelstein reivindica ser candidato da sigla à prefeitura em 2020

Valter Nagelstein reivindica ser candidato da sigla à prefeitura em 2020


LUIZA PRADO/JC
Diego Nuñez
A mais de um ano das eleições que irão definir o próximo prefeito da Capital, o MDB já vive uma intensa disputa interna entre os que pretendem concorrer pelo partido no pleito que definirá o chefe do Paço Municipal entre 2021 e 2024. Nesse contexto, o vereador Valter Nagelstein divulgou uma carta, em tom de despedida, na qual expõe ressentimentos sobre a forma como o processo ocorre entre os emedebistas.
A mais de um ano das eleições que irão definir o próximo prefeito da Capital, o MDB já vive uma intensa disputa interna entre os que pretendem concorrer pelo partido no pleito que definirá o chefe do Paço Municipal entre 2021 e 2024. Nesse contexto, o vereador Valter Nagelstein divulgou uma carta, em tom de despedida, na qual expõe ressentimentos sobre a forma como o processo ocorre entre os emedebistas.
Um dos cinco eventuais nomes para disputar o Paço Municipal, Nagelstein escreve que "sempre defendeu a ideia de que havia uma fila (no partido), que respeitou, além de ajudar a quem estava na frente", além de entender como "esgotada a etapa" como vereador da Capital.
Notícias sobre política são importantes para você?
O vereador vem insistindo no sonho de se tornar prefeito em 2020 e já repetiu que concorre à prefeitura de qualquer jeito: no MDB ou não. O grande empecilho é que o diretório municipal do partido só definirá seu candidato após a janela partidária, período em que políticos podem trocar de partidos sem a perda de mandato, que será realizada em março.
"O MDB não vai decidir antecipadamente nada. A convenção municipal só se realiza ano que vem", declarou o presidente do diretório municipal, Antenor Ferrari. Ele afirma que Nagelstein "quer inverter um processo que é impossível de inverter sob ponto de vista legal, o que dirá sob ponto de vista político".
Para Ferrari, na 'fila' do partido, Nagelstein não está na frente de nenhum dos outros quatro pré-candidatos do MDB: André Carús, Cezar Schirmer, Nádia Gerhard e Sebastião Melo. "São pessoas já provadas politicamente, já passaram por eleições, foram para segundo turno, tem toda uma história", segundo o presidente municipal. Líderes do partido se reuniram na quarta-feira, sem a participação de Nagelstein, e os bastidores indicam que os mais cotados para representar o MDB na Capital são Schirmer e Melo.
Nagelstein discorda dessa sinalização e questiona a necessidade de prévias, já que "em 2000 não teve, em 2004 não teve, em 2016 não teve". O vereador acredita estar mais preparado do que os colegas: "respeito a história de cada um, mas Carús e Nádia são vereadores de primeiro mandato, Schirmer foi prefeito de Santa Maria, Melo concorreu em 2016. Eu conheço toda essa cidade, tive experiência em gestão quando fui secretário duas vezes, quando comandei a Câmara Municipal".
O vereador rejeita a ideia de ter seu nome submetido à votação interna. "Não vou me submeter à previa", afirmou Nagelstein, dizendo ter certeza que vai "construir uma grande aliança para disputar a prefeitura". Finalizou declarando que, caso sua saída seja confirmada, "perde mais o MDB".
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia