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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de julho de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Edição impressa de 25/07/2019. Alterada em 25/07 às 03h00min

Ministro Moro diz que não pediu apuração sobre movimentação financeira de Greenwald

Após vazamentos, circulou notícia de que Glenn Greenwald foi monitorado

Após vazamentos, circulou notícia de que Glenn Greenwald foi monitorado


EVARISTO SA/AFP/JC
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, desconhecer "qualquer investigação em andamento a respeito" do jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, e salientou que a Polícia Federal (PF) já tinha informado à corte sobre "a inexistência de inquérito policial instaurado com o objetivo de apurar condutas de Glenn Greenwald". A afirmação consta de ofício enviado, nesta quarta-feira (24), ao Supremo, como uma resposta ao pedido de esclarecimento feito pelo presidente da corte.
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, desconhecer "qualquer investigação em andamento a respeito" do jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, e salientou que a Polícia Federal (PF) já tinha informado à corte sobre "a inexistência de inquérito policial instaurado com o objetivo de apurar condutas de Glenn Greenwald". A afirmação consta de ofício enviado, nesta quarta-feira (24), ao Supremo, como uma resposta ao pedido de esclarecimento feito pelo presidente da corte.
Reportagens originadas de material obtido pelo site The Intercept Brasil têm colocado em xeque a conduta de Moro enquanto ainda era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba e, como tal, julgava os processos da Operação Lava Jato na primeira instância. O hoje ministro afirma não reconhecer a autenticidade das mensagens e insiste que, mesmo se fossem verdadeiras, não trariam crimes ou condutas irregulares.
A notícia de que Glenn Greenwald passara a ser alvo da PF, que teria solicitado relatório de inteligência financeira ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foi publicada pelo site o Antagonista no dia 2 de julho.
Moro disse, ainda, que não tem controle de investigações específicas. "Este Ministério não controla ou dirige investigações específicas da Polícia Federal, sem prejuízo da supervisão e controle administrativo sobre a referida instituição.
No ofício, o ministro procura deixar claro que o único pedido de investigação que fez é sobre a invasão de seu próprio celular. "Tomo ainda a liberdade de informar que, como é notório, fui vítima de hackeamento ou de tentativa de hackeamento de meu aparelho celular e que, diante do fato, requisitei, em 04/06/2019, pelo Ofício 1159/2019/GM, a apuração do fato à Polícia Federal. Como se verifica nos termos do ofício, a requisição limita-se à apuração da invasão criminosa de meu aparelho celular", afirmou.
Ao presidente do STF, o ministro da Justiça também cita a operação Spoofing, que levou a prisão supostos responsáveis pela invasão criminosa dos celulares. "Os fatos ainda estão sendo apurados", disse Sérgio Moro.
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