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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Reforma da Previdência

10/07/2019 - 20h12min. Alterada em 11/07 às 02h09min

Câmara aprova reforma da Previdência em primeiro turno

Placar terminou em 379 votos favoráveis e 131 contra pela aprovação do projeto de reforma

Placar terminou em 379 votos favoráveis e 131 contra pela aprovação do projeto de reforma


FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR/JC
Por 379 votos favoráveis e 131 contra, o texto-base da reforma da Previdência Social foi aprovado em primeiro turno na Câmara dos Deputados. O resultado foi oficializado pelo presidente Rodrigo Maia (DEM), que chorou após o plenário conhecer o placar do primeiro turno. O governo precisava de pelo menso 308 votos para aprovar. 
Por 379 votos favoráveis e 131 contra, o texto-base da reforma da Previdência Social foi aprovado em primeiro turno na Câmara dos Deputados. O resultado foi oficializado pelo presidente Rodrigo Maia (DEM), que chorou após o plenário conhecer o placar do primeiro turno. O governo precisava de pelo menso 308 votos para aprovar. 
Foi o segundo dia de debates e tramitação. Depois de mais de duas horas, as lideranças encerraram a fase de orientação de bancadas e foram para a votação.
O segundo turno será realizado após a votação dos destaques e pode ocorrer entre amanhã (11) e sexta-feira (12). A votação em segundo turno representa uma confirmação do texto final que será enviado ao Senado. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que Maia "colocou seu nome na história do Brasil". Ele agradeceu ainda o apoio da população à reforma.
O líder do MDB, Baleia Rossi (SP), disse que o placar demonstra a maturidade da Câmara. Ele disse que Maia conduziu a reforma com "maestria" e em nenhum momento se desviou de sua meta. "Foi uma grande vitória", disse. "Agora, vamos superar os destaques", acrescentou, ressaltando que a ideia é derrubar aqueles que têm impacto na reforma.
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O líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), disse que a aprovação da reforma era lamentável, pois os deputados olharam apenas números, sem ver as pessoas. "É preciso achar o equilíbrio ideal entre estes dois lados, para que a dose do remédio não vire veneno, tanto para o povo como para a nossa economia. Infelizmente, não foi isso que vimos aqui hoje", disse. "Vamos lutar, agora, para reduzir os impactos negativos desta reforma por meio dos destaques."
Os deputados iniciaram a análise dos 16 destaques apresentados. No início da noite, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, ainda negociava com deputados para tentar retirar os destaques da oposição.
Há acordo para a votação de dois destaques: o que se refere aos policiais e às mulheres. Mesmo com a aprovação desses dois destaques, o governo estima uma economia de despesas acima de R$ 900 bilhões em dez anos.
Com agência Estado
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