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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de julho de 2019.
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Política

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Investigação

10/07/2019 - 14h30min. Alterada em 10/07 às 14h30min

Brasil está acostumado a passar vergonha, diz ministro sobre militar preso com cocaína

Heleno participa de audiência na Câmara dos Deputados, sobre o caso do militar preso com drogas

Heleno participa de audiência na Câmara dos Deputados, sobre o caso do militar preso com drogas


Marcelo Camargo/Agência Brasil/JC
Folhapress
O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, afirmou nesta quarta-feira (10) que o episódio do sargento preso com 39 kg cocaína no aeroporto de Sevilha, na Espanha, é uma vergonha para os militares, mas que o Brasil já está acostumado, pois passa vergonha há 20 anos.
O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, afirmou nesta quarta-feira (10) que o episódio do sargento preso com 39 kg cocaína no aeroporto de Sevilha, na Espanha, é uma vergonha para os militares, mas que o Brasil já está acostumado, pois passa vergonha há 20 anos.
As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, marcada para discutir a apreensão de drogas em aeronaves militares. Heleno comentou fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que lamentou que o segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues não tenha sido detido na Indonésia, onde condenados por tráfico de drogas são executados.
"É óbvio que isso não é uma declaração amparada em qualquer coisa jurídica. É uma declaração de desabafo pela vergonha, que isso já foi caracterizado aqui por mim e pelos dois companheiros, que nós passamos", disse. "Agora, vergonha nós estamos acostumados a passar, hein. Porque, olha, 20 anos que nós estamos passando vergonha. Essa vergonha a gente sente, sim, muito, mas o país está acostumado."
O sargento integrava a comitiva de militares que prestava apoio à viagem do presidente a Tóquio, no Japão, onde participou de reunião do G20, grupo que reúne as economias mais importantes do mundo.
Rodrigues foi detido ao passar por um controle aduaneiro de rotina realizado no aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha. Ele estava no avião da FAB, um Embraer 190, do Grupo Especial de Transporte da FAB, que fez uma escala na cidade espanhola.
Além de Heleno, participam também da audiência desta quarta o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, representando o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o tenente-brigadeiro do ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, representando o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez.
Na audiência, o ministro comentou as críticas que o escritor Olavo de Carvalho costuma dedicar à ala militar que cerca o presidente Jair Bolsonaro (PSL). "O senhor Olavo de Carvalho, se eu encontrar na rua, eu não sei quem é. Eu não vou dedicar [tempo] ao seu Olavo de Carvalho, meu tempo é precioso", afirmou.
Heleno disse ainda que as críticas não o atingem. "Não vou ficar gastando tempo de responder a cada bobagem que falam. Não passa nem na minha cabeça. Tenho muita coisa para fazer, e não tenho tempo de ficar discutindo bobagem".
O militar comentou ainda as críticas feitas pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente. Logo após a prisão do sargento, Carlos acusou o GSI e a FAB (Força Aérea Brasileira) de serem cúmplices do sargento preso. "Comentários do Carlos, eu sei perfeitamente porque já tive convívio com ele, ele é extremamente traumatizado pelo atentado que buscou modificar a situação política do Brasil", afirmou o ministro, em referência à facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha à Presidência.
Heleno lembrou que o capitão reformado, à época, estava sob cuidados da Polícia Federal. "Não estou de maneira nenhuma colocando qualquer tipo de responsabilidade na Polícia Federal, é uma polícia que melhorou muito e visivelmente nas últimas décadas", disse.
O ministro afirmou que Bolsonaro, assim como outros candidatos, desrespeita as regras de segurança em campanha. "Aqueles que fazem a segurança não podem impedir um candidato...como hoje, por exemplo, nós vivemos isso quase em todas as viagens do presidente. Ele acaba fazendo coisas que, para a segurança, são arriscadas."
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