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Porto Alegre, sexta-feira, 05 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Operação Lava Jato

Edição impressa de 05/07/2019. Alterada em 05/07 às 03h00min

Léo Pinheiro diz que não foi coagido em delação

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nota, nesta quinta-feira, na qual rebate carta em que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro diz não ter mentido ou sido coagido para incriminar o petista.

Segundo o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, o relato do empreiteiro em carta encaminhada à Folha de S.Paulo é incompatível com os diálogos entre procuradores da Lava Jato publicados pelo próprio jornal e pelo site The Intercept Brasil no domingo.

No manuscrito feito na prisão, em Curitiba, a testemunha-chave para a condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex de Guarujá reafirma as acusações que fez contra o petista, diz que todas foram endossadas por provas e rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.

O ex-presidente da OAS decidiu enviar a carta depois de reportagem da Folha de S.Paulo, no último domingo, produzida a partir de análise de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, ter mostrado que o empreiteiro foi tratado com desconfiança pelos procuradores da Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações.

As mensagens indicam que Léo Pinheiro só passou a ser considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento de Guarujá que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista.

A defesa de Lula contesta a carta. "A carta encaminhada por Léo Pinheiro (...) é incompatível com os diálogos de procuradores da Lava Jato divulgados pelo próprio jornal e pelo The Intercept e em momento algum abala o que sempre foi demonstrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: na prisão, Pinheiro fabricou uma versão para incriminar Lula em troca de benefícios negociados com procuradores", diz a nota assinada por Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente.

Segundo o advogado, "a pressão sobre Léo Pinheiro para incriminar Lula, tal como revelado pelos citados diálogos, é compatível com os acontecimentos da época".

Ele cita reportagem de 2016, segundo a qual a delação do sócio da OAS havia travado após ele inocentar Lula. Aponta que em uma petição protocolada pela OAS em 7 de fevereiro de 2017, a empreiteira informou ao então juiz Sérgio Moro que "não foram localizadas contratações ou doações para ex-presidentes da República, tampouco para institutos ou fundações a eles relacionadas". "Vale dizer, a própria empresa que teve Pinheiro como sócio não identificou em seus arquivos ou em sua contabilidade qualquer imóvel destinado a Lula por meio de doação ou qualquer outra forma."

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