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Política

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Relações Internacionais

Alterada em 04/07 às 14h26min

Merkel e Macron não têm autoridade para discutir questão ambiental, diz Bolsonaro

Bolsonaro voltou a criticar a pressão dos governos francês e alemão sobre a política ambiental do Brasil

Bolsonaro voltou a criticar a pressão dos governos francês e alemão sobre a política ambiental do Brasil


ALAN SANTOS/PR/AGÊNCIA BRASIL/JC
Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a pressão dos governos francês e alemão sobre a política ambiental brasileira na manhã desta quinta-feira, 4, durante café da manhã com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). "Em Osaka, no G-20, convidei Emmanuel Macron e Angela Merkel para sobrevoar a Amazônia. Se eles encontrarem um km2 de desmatamento entre Boa Vista e Manaus concordaria com eles na questão ambiental. Sobrevoei a Europa, já por duas vezes, e não encontrei um km2 de floresta. Diante disso, Merkel e Macron não têm autoridade para discutir questão ambiental com Brasil", disse o presidente, sendo aplaudido pela bancada ruralista presente no encontro.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a pressão dos governos francês e alemão sobre a política ambiental brasileira na manhã desta quinta-feira, 4, durante café da manhã com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). "Em Osaka, no G-20, convidei Emmanuel Macron e Angela Merkel para sobrevoar a Amazônia. Se eles encontrarem um km2 de desmatamento entre Boa Vista e Manaus concordaria com eles na questão ambiental. Sobrevoei a Europa, já por duas vezes, e não encontrei um km2 de floresta. Diante disso, Merkel e Macron não têm autoridade para discutir questão ambiental com Brasil", disse o presidente, sendo aplaudido pela bancada ruralista presente no encontro.
Ao falar sobre a ausência de autoridades dos países europeus na questão ambiental, o presidente citou que a Alemanha não vai cumprir o acordo de Paris no tocante à energia fóssil e garantiu que o Brasil tem "quase tudo para cumprir o Acordo". "Faremos o que for possível", prometeu.
Bolsonaro disse que a maneira do Brasil se portar durante o mundo mudou. "Durante décadas, com conivência de chefes de Estado, tivemos um péssimo conceito ambiental no exterior. Agora, isso não vai continuar", defendeu, citando que os chefes de Estado da Alemanha e da França "achavam" que estavam tratando com governos anteriores em Osaka.
"Esses chefes de Estado, achavam que iam chegar no Brasil demarcando dezenas de áreas indígenas, quilombolas e de proteção após a reunião. Macron, por exemplo, queria que anunciasse junto com Raoni (Metuktire, líder indígena) decisões para questões ambiental. Dei um rotundo não ao Macron sobre reunião com Raoni", relatou o presidente.
Ainda sobre o líder indígena, Bolsonaro afirmou não reconhecer sua autoridade no Brasil e disse que ele é um cidadão como qualquer outro. "Raoni não é autoridade para estar ao meu lado e anunciar decisões sobre o Brasil", argumentou o presidente.
Bolsonaro destacou que a maior demonstração de que está ao lado da bancada ruralista é a indicação de um ministro para o Meio Ambiente "casado" com o agronegócio. "Imaginem o inferno que seria a vida de vocês, se tivéssemos um ministro do Meio Ambiente como os anteriores. Tivemos a oportunidade e bom senso de escolher ministro para Meio Ambiente que casa questão ambiental com desenvolvimento", enfatizou o presidente.
Também estiveram presentes no café da manhã, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Antonio de Oliveira Francisco, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da Republica, Luiz Eduardo Ramos, entre outros.
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