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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de junho de 2019.
Dia dos Namorados.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara de Porto Alegre

Edição impressa de 12/06/2019. Alterada em 11/06 às 21h22min

PP cobra mais participação na prefeitura

Cassiá, Gomes, Mônica e Nedel integram a bancada do PP na Câmara

Cassiá, Gomes, Mônica e Nedel integram a bancada do PP na Câmara


/ELSON SEMPÉ PEDROSO/CMPA/JC
Diego Nuñez
O vereador Ricardo Gomes (PP) expressou, na tribuna do plenário na segunda-feira, seu descontentamento com o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) pelo esvaziamento do PP - partido do vice-prefeito Gustavo Paim - nas decisões da prefeitura de Porto Alegre. A presidente da Câmara Municipal, Mônica Leal (PP), diz "assinar embaixo" na tese.
"O PP se preocupa se não é chamado a participar das decisões maiores do governo, e para isso precisa estar representado no primeiro escalão da prefeitura", disparou Gomes.
As declarações foram na primeira sessão ordinária da Câmara após a saída de Maurício Fernandes (PP) da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams), oficializada na sexta-feira passada.
Fernandes disse à reportagem que não participa da direção municipal do PP e que sua saída foi "consensual, acertada há mais de 10 dias e com data marcada". Mas admitiu que a decisão de deixar o posto de secretário municipal foi "iniciativa do prefeito".
Gustavo Paim contemporizou. Avaliou que a preocupação com espaços é natural, assim como a cobrança do PP em participar mais das decisões. Mas ressaltou que esse debate não interfere nas suas funções institucionais de vice-prefeito.
Mas Gomes não aliviou. Além de criticar a saída de Fernandes, também disse que "há boatos, que espero que não se confirmem, da saída do vice-prefeito Gustavo Paim da Secretaria Municipal de Relações Institucionais". Paim é o único quadro do PP no primeiro escalão do governo Marchezan.
Para o vereador, cargos de primeiro escalão são os que "permitem que o partido execute as políticas públicas que prometeu na campanha. O PP é signatário do programa de governo, e precisa participar também da execução". Gomes acredita também que a falta de participação da sigla nos projetos do Executivo pode interferir no posicionamento dos vereadores nas votações no Legislativo.
Mônica Leal concorda e avalia que "desde cedo ficou claro para o partido que ele teria prioridade na construção de projetos", pois "o PP foi decisivo na vitória do prefeito Marchezan".
Gomes crê que, "sem dúvidas" o movimento de Marchezan de esvaziar o PP visa as eleições municipais de 2020, já que o partido já lançou a pré-candidatura de Paim à prefeitura.
"Eu acho que o PP é governo, né? Então é interessante que ele defenda o próprio governo", rebateu o líder do governo Marchezan na Câmara, vereador Mauro Pinheiro (Rede). Ele acredita que "os partidos têm que estar dentro do governo enquanto acreditam nas suas propostas. Hoje, não se admite mais um partido ou um vereador ser governo por troca de cargo", complementou.
Pinheiro observou que "Ricardo Gomes saiu da Secretaria de Desenvolvimento por vontade dele", após o projeto do IPTU, e explicou que Paim assumiu a articulação "provisoriamente. Não sei até quando ele vai permanecer. Ele é vice-prefeito, não tem a necessidade de ser secretário".
 
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