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24/05/2019 - 12h43min. Alterada em 24/05 às 12h52min

Para líder do PSL, Bolsonaro dá tiro no pé ao não reagir à derrota de Moro na Câmara

Sobre declarações do presidente, Major Olímpio disse que Bolsonaro pode cometer um erro

Sobre declarações do presidente, Major Olímpio disse que Bolsonaro pode cometer um erro


JONAS PEREIRA/AGÊNCIA SENADO/JC
Folhapress
O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), criticou a decisão do presidente Jair Bolsonaro de desistir brigar pela devolução do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) para o guarda-chuva de Sergio Moro no Ministério da Justiça.
Bolsonaro usou uma de suas lives na internet, nesta quinta-feira (23), para defender que o Senado não mude o texto aprovado pela Câmara.
Na quarta-feira (22), o plenário da Câmara aprovou o texto-base da medida provisória do presidente que reestrutura o governo, mas impôs derrota a Moro. Por 228 votos a 210, foi retirado da Justiça o Coaf, órgão que faz relatórios sobre movimentações financeiras suspeitas e que o ministro considera estratégico no combate à corrupção.
Pela versão que recebeu aval dos deputados, ele voltará a ser da alçada do Ministério da Economia.
O resultado foi mais uma demonstração de força do centrão (grupo informal com cerca de 200 deputados de partidos como PP, DEM, PL (ex-PR), PRB, MDB e Solidariedade) para o Planalto e o PSL.
Informado da declaração do presidente, segundo a qual nem sempre é possível ganhar no Congresso, Major Olímpio disse que Bolsonaro pode cometer um erro. "Não vi a live, mas se o presidente estiver pensando assim, estará dando um tiro no próprio pé", disse o líder do PSL à Folha de S.Paulo.
"Claro que o Coaf ficará no governo, só faltava extinguir, mas ele [Bolsonaro] e seus ministros disseram que o órgão era ineficiente na Economia", apontou Olímpio."Difícil defender, se ele abrir mão da estrutura que sustenta sua principal bandeira: o combate à corrupção", concluiu.
Olímpio tem feito da manutenção do Coaf com Moro uma de suas bandeiras de atuação. Ele, inclusive, é um dos entusiastas das manifestações convocadas para este domingo (26) a favor do governo.
Um dos motes dos atos é o combate à corrupção e a defesa das prerrogativas do ministro da Justiça.
Aliado à oposição, o grupo conhecido como centrão formou a maioria que consolidou a derrota de Moro.
O Senado seria o próximo palco de embate, mas o presidente passou a desestimular qualquer reação por temer que todas as mudanças atreladas ao projeto que também trata do Coaf percam a validade.
A medida provisória da reforma administrativa, que precisa ser aprovada até 3 de junho,visa confirmar a estrutura do governo implantada pelo presidente no começo do ano. Na ocasião, ele reduziu a quantidade de ministérios de 29, como havia no governo Michel Temer (MDB), para 22.
Se agora não tiver aval de senadores, Bolsonaro tem que retomar a configuração anterior. Além disso, qualquer mudança na MP pelos senadores, obrigaria o retorno do texto à Câmara, já sem tempo para ser votado antes do prazo de expiração.
"O presidente não falou comigo. Vou conversar com os senadores do PSL e todos os outros que o apoiam, apoiam Moro e o país no combate à corrupção", afirma o líder do PSL no Senado.
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