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Porto Alegre, terça-feira, 14 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Conjuntura Internacional

Alterada em 14/05 às 14h54min

Mourão sugere cautela na avaliação sobre guerra comercial entre EUA e China

Para Mourão, divergências comerciais entre os EUA e a China são movimentações de negociações

Para Mourão, divergências comerciais entre os EUA e a China são movimentações de negociações


SÉRGIO LIMA/AFP/JC
Estadão Conteúdo
Em meio à tensão gerada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, defendeu cautela por parte do Brasil. "A gente tem que olhar essa disputa comercial de forma crítica e cautelosa, não achando que isso vai ser algo definitivo, porque são movimentações de negociações", disse o vice a jornalistas.
Ele destacou que os Estados Unidos e a China possuem economias complementares. "Os Estados Unidos importam muito da China, enquanto a China possui grande parcela dos títulos da dívida pública americana, do Tesouro americano, e, por isso, são complementares. Então a gente tem que ter cautela nisso aí", continuou.
Poucos dias antes de iniciar viagem à China, onde ficará por cerca de dez dias, o vice afirmou que o governo está em clima de expectativa sobre a proposta que os chineses irão apresentar sobre a chamada Nova Rota da Seda ("One Belt, One Road", ou Iniciativa do Cinturão e Rota), projeto mundial de investimentos em infraestrutura.
A decisão, no entanto, só será tomada após visita oficial do presidente Jair Bolsonaro ao país, em agosto.
Uma das condicionantes do governo brasileiro, segundo ele, é a contratação de brasileiros para a realização das obras. "O investimento tem que vir aonde nós queremos. Tem que ser um investimento que contrate brasileiros e não chineses. Em linhas gerais é isso aí", explicou.
Mourão destacou a importância de "iniciar um relacionamento de confiança" para retomar diálogo com a China. "Que os chineses entendam que nós os temos como parceiros estratégicos. É o nosso maior fluxo comercial. Sabemos da importância da China, que hoje tem mais de um terço do produto interno do mundo. No curto, médio prazo pode chegar a ter mais da metade, e a gente tem que se colocar bem nisso aí", declarou.
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