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Porto Alegre, terça-feira, 14 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Assembleia Legislativa

Edição impressa de 14/05/2019. Alterada em 14/05 às 08h30min

Indicações do Banrisul devem ser apreciadas nesta terça-feira

Governador defende remuneração adequada a dirigentes do banco

Governador defende remuneração adequada a dirigentes do banco


CLAITON DORNELLES/JC
Bruna Suptitz e Paula Coutinho
Volta hoje à ordem do dia na Assembleia Legislativa a apreciação das indicações do governador Eduardo Leite (PSDB) para os cargos de presidente e diretores do Banrisul. A matéria começou a ser apreciada na semana passada, mas deputados da oposição e alguns da própria base retiraram quórum por divergência de entendimento com o Executivo quanto à remuneração dos gestores.
Os indicados por Leite são Cláudio Coutinho Mendes, para o cargo de presidente do banco, e, para as diretorias, Osvaldo Lobo Pires (diretor de crédito), Raquel Santos Carneiro (diretora jurídica), Marcos Vinícius Feijó Staffen (diretor financeiro), Claise Muller Rauber (diretora da área de risco) e Fernando Postal (diretor comercial). Se aprovados, já poderão tomar posse, em data a ser definida.
Maior bancada na Assembleia, o MDB orientou que os parlamentares não registrassem presença na verificação de quórum solicitada por Sebastião Melo (MDB). Na ocasião, o emedebista disse não questionar os nomes indicados, mas o aumento das despesas com salários - foi autorizada a elevação de R$ 15 milhões para R$ 20 milhões no gasto anual com remunerações -, especialmente diante do quadro de dificuldade financeira do Estado.
A definição dos valores, contudo, não é função nem do governo, nem da Assembleia - cabe ao Conselho de Administração do banco decidir. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o governador Eduardo Leite afirmou que, embora não participe da negociação, "no mercado financeiro, remuneração para atrair talentos exige patamares salariais adequados". O governador nega que a medida possa gerar efeito cascata e aumento salarial a diretores de outras instituições públicas.
"O banco é público no sentido de o Estado ser o acionista majoritário e controlador, mas é um banco de varejo que compete no mercado, e entendo que deva ter as remunerações adequadas para competir", defendeu. Para o governador, se não for possível essa compreensão, "a avaliação tem que ser se temos que ter um banco público ou não", uma vez que "os deputados entendem que a remuneração do banco vai ter a interferência da situação fiscal do Estado".
Outra mobilização é da bancada do PT. Na Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle - na qual a indicação é transformada em projeto de decreto legislativo antes de seguir para votação em plenário -, deputados do PT pediram que as indicações fossem votadas separadamente, o que foi rejeitado. Agora, para a apreciação em plenário, a deputada Luciana Genro (PSOL) apresentou requerimento com a mesma solicitação.
Na sessão de terça-feira passada, o PT divulgou uma carta com declaração de voto contrário à matéria. Além de questionar a remuneração proposta, os parlamentares alegam que a empresa de origem dos gestores tem "especialidade em privatizações".
Na arguição pública, Cláudio Coutinho Mendes, indicado para a presidência da instituição financeira, respondeu que a privatização não é um assunto que cabe à diretoria do banco, e sim ao Estado. Disse também que Leite deixou claro o compromisso de campanha de não privatizar o Banrisul.
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