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Relações Internacionais

Alterada em 15/04 às 08h42min

Em carta a Israel, Bolsonaro revê fala sobre perdoar o Holocausto

Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) enviou uma mensagem neste sábado (13) a autoridades de Israel na tentativa de reverter a polêmica em torno de uma declaração dada nessa quinta-feira (11) de que seria possível perdoar o Holocausto.
"Deixei escrito no livro de visitantes do Memorial do Holocausto em Jerusalém: 'Aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro'. Portanto, qualquer outra interpretação só interessa a quem quer me afastar dos amigos judeus. Já o perdão é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto, onde milhões de inocentes foram mortos num cruel genocídio", escreveu o presidente na carta.
Durante encontro com evangélicos no Rio de Janeiro, nessa quinta Bolsonaro disse: "Fui, mais uma vez, ao Museu do Holocausto. Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. E é minha essa frase: Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro. Se não queremos repetir a história que não foi boa, vamos evitar com ações e atos para que ela não se repita daquela forma".
A declaração gerou polêmica em Israel, país do qual o presidente tem se aproximado. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, publicou neste sábado (13), em uma rede social, mensagem respondendo à declaração de Bolsonaro, mas sem citar o nome do presidente brasileiro. "Nós sempre iremos nos opor a aqueles que negam a verdade ou aos que desejam expurgar nossa memória -nem indivíduos ou grupos, nem líderes de partidos ou premiês. Nós nunca vamos perdoar nem esquecer", escreveu Reuven Rivlin.
Já o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley,publicou, também no sábado, em uma rede social, uma mensagem defendendo Bolsonaro. "Em nenhum momento o presidente mostrou desrespeito ou indiferença pelo sofrimento judeu. Não vingarão aqueles que desejam levantar suspeições sobre as palavras de um grande amigo do povo e governo de Israel."
O centro de memória do Holocausto Yad Vashem também havia reagido à fala de Bolsonaro. Em comunicado divulgado no sábado, o museu afirma que "não é direito de nenhuma pessoa determinar se os crimes hediondos do Holocausto podem ser perdoados".
O Yad Vashem é um memorial dedicado a homenagear as vítimas e os que combateram o genocídio de seis milhões de judeus pelos nazistas.
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