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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de março de 2019.
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Jornal do Comércio

Política

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Governo do Estado

Edição impressa de 14/03/2019. Alterada em 14/03 às 12h48min

Governo gaúcho diz que IPO da Corsan não sai em 2019

Companhia Riograndense de Saneamento atende 6 milhões de consumidores em 317 municípios gaúchos

Companhia Riograndense de Saneamento atende 6 milhões de consumidores em 317 municípios gaúchos


/LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Bruna Suptitz
Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês, como é mais conhecida) é a denominação dada quando as ações de uma empresa são lançadas pela primeira vez na bolsa de valores. Esse modelo de abertura de capital está sendo proposto pelo governador Eduardo Leite (PSDB) para a Companhia Riograndense de Saneamento, a Corsan. Em entrevistas, o governador reforça a promessa de campanha de manter a empresa sob controle estatal, ao sustentar que a venda de parte das ações não configura privatização.
A Corsan foi criada em 1965 e instalada em 28 de março de 1966, e sempre foi pública. É uma sociedade de economia mista de capital aberto e tem o Estado como acionista controlador, detentor de 99,99% do capital social, sendo que os municípios de Carazinho, Cerro Largo, Estrela, Lajeado, Muçum, Quaraí, Rosário do Sul e São Marcos também possuem ações.
Para fazer o IPO, a empresa precisará, primeiramente, se adequar às exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador e fiscalizador do mercado de capitais brasileiro. Conforme explicação do site da B3 (nova denominação da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa), o processo de abertura de capital leva, em média, 10 semanas e começa no momento em que a empresa realiza três ações: análise preliminar da conveniência da abertura; escolha do auditor independente; e escolha do coordenador líder.
Nessas etapas constam outras, como a definição das características da operação, adaptação do estatuto e registro junto à CVM.
O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Artur Lemos (PSDB), diz que "é temerário estabelecer prazos". A linha é a mesma do governador, que falou sobre a intenção de realizar o IPO, mas não apresentou prazo. "Neste ano, a companhia vai ser preparada em sua governança para cumprir as exigências da CVM", disse Lemos.
O secretário informa que o processo já se iniciou. Contudo, a abertura não deve ser realizada neste ano. "Será no ano que vem ou no melhor momento de mercado", explica. No entendimento de Lemos, preparar a empresa não prejudica a atividade que ela exerce. "Instituir instâncias de governança (uma das exigências da CVM) permite melhorar a gestão da companhia", sustenta.
O governo ainda não trabalha com o valor que pretende obter com o IPO e espera o fechamento do exercício deste ano para projetar números, explica Lemos. "O resultado obtido nos últimos anos e o potencial de expansão nos permite ver com bons olhos a capitalização, para as novas Parcerias Público-Privadas (PPPs) e também para o próprio acionista", sustenta.
Um modelo de PPP já está em andamento na Corsan, iniciado em 2017, para ampliar o tratamento de esgoto na Região Metropolitana. A ideia é expandir o modelo para outras partes do Estado - hoje, a companhia atende 6 milhões de consumidores em 317 municípios em todas as regiões.
Para isso, conforme Lemos, é preciso ter disponibilidade de recursos. Em um evento para empresários, em fevereiro, Eduardo Leite apontou o IPO como uma "grande oportunidade para viabilizar recursos novos" para obras na área de saneamento e, assim, alavancar parcerias.
JC
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