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Porto Alegre, terça-feira, 22 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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governo federal

22/01/2019 - 12h35min. Alterada em 22/01 às 12h35min

Moro admite investigação sobre dinheiro chavista no Brasil

Ministro da Justiça garantiu que governo não atuará sob viés político

Ministro da Justiça garantiu que governo não atuará sob viés político


Fabrice COFFRINI /AFP/JC
Estadão Conteúdo
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou nesta terça-feira (22), que o Brasil não descarta tomar medidas para investigar o fluxo financeiro venezuelano no País. Moro garantiu, no entanto, que o governo não atuará apenas por critério político ou sob consideração diplomática, mas com base na Justiça.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro indicou que não quer politizar as decisões. Na semana passada, O ex-juiz da Lava Jato recebeu representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da oposição ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para discutir um rastreamento de possíveis movimentações financeiras e negócios no Brasil de integrantes do governo venezuelano. Moro teria se comprometido a adotar medidas "imediatas" para investigar operações suspeitas.
A reunião foi realizada no dia seguinte ao encontro dos venezuelanos com o presidente Jair Bolsonaro e com o chanceler Ernesto Araújo. Entre os opositores, a esperança é de que outros países se unam aos EUA no congelamento de recursos da cúpula chavista, asfixiando o regime de Maduro.
Em entrevista, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela no exílio, Miguel Ángel Martin, e o assessor da OEA Gustavo Cinose disseram ter pedido ao ministro a adoção de medidas de cooperação previstas na Convenção de Palermo, tratado que o Brasil e outros 123 países assinaram no combate a transações criminosas internacionais. "A plataforma legal existe, é preciso apenas executar as ações", afirmou Ángel Martin.
Ao jornal, Moro explicou em Davos que a cooperação no que se refere à Venezuela se fará "com base em casos concretos e não está subordinada a questões diplomáticas ou questões relacionadas a posturas políticas do Brasil". "Dependendo do caso, como na Venezuela, o Brasil vai tomar as providências cabíveis, encarando a questão como uma questão de Justiça", disse.
Ele lembrou que foi justamente a politização do caso de Cesare Battisti que permitiu que o italiano permanecesse no Brasil por vários anos. "A crítica que nós fizemos no passado no caso de Battisti é que a Justiça foi subordinada a uma questão político-partidária. Isso não é apropriado", ressaltou.
Nesta semana, um grupo de 27 militares de baixa patente da Guarda Nacional Bolivariana foi preso pelo chavismo após roubar armas, dois blindados e gravar vídeos estimulando a população a derrubar o governo Maduro. A ação começou na base de Macarao, oeste de Caracas, onde os rebeldes renderam um capitão e outros três soldados.
Bolsonaro, em viagem a Davos, foi informado sobre a situação assim que desembarcou na cidade de Zurique. A decisão do governo, porém, foi a de agir nos próximos dias para evitar um vácuo político que possa representar um risco ainda maior de desestabilização na América do Sul. Em Davos, o assunto ainda será alvo de um debate entre seis presidentes latino-americanos, entre eles o brasileiro.
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