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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Ministério Público

Edição impressa de 11/01/2019. Alterada em 11/01 às 01h00min

Flávio Bolsonaro não comparece a depoimento

Deputado estadual no Rio e senador eleito, Flávio usou prerrogativa parlamentar para se ausentar

Deputado estadual no Rio e senador eleito, Flávio usou prerrogativa parlamentar para se ausentar


/FABIO TEIXEIRA/AFP/JC
O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) não compareceu para prestar depoimento ao Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Ele foi convidado para falar sobre o caso de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificou movimentações financeiras atípicas.
Com prerrogativa parlamentar - é atualmente deputado estadual no RJ -, o filho de Jair Bolsonaro (PSL) não estava obrigado a comparecer ao órgão, podendo reagendar o depoimento. Nas redes sociais, o senador eleito se comprometeu a agendar novo dia e horário para prestar esclarecimentos. Ele disse que não é investigado, que ainda não teve acesso aos autos e que só foi notificado do convite do órgão na segunda-feira.
"No intuito de melhor ajudar a esclarecer os fatos, pedi agora uma cópia do mesmo para que eu tome ciência de seu inteiro teor", escreveu.
Na terça, familiares de Queiroz também faltaram a oitiva no Ministério Público. Suas filhas, Nathalia e Evelyn, e a mulher, Marcia Aguiar, alegaram que estão em São Paulo acompanhando o ex-assessor em tratamento de um câncer intestinal.
Em petição, a defesa de Queiroz informou ao órgão que ele estava internado no Hospital Albert Einstein. Ele teve alta na própria terça, após dar entrada no dia 30 de dezembro e passar por cirurgia no dia 1. Segundo seu advogado, Paulo Klein, a internação foi custeada pelo ex-assessor, que apresentará os recibos.
A defesa pediu que os depoimentos sejam marcados para o fim do tratamento, sem previsão de data. Queiroz já faltou a dois encontros com o MP. Em nota, o órgão disse que tem informações que permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências como quebra de sigilo bancário e fiscal.
O relatório do Coaf identificou que Fabrício Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 e que as transações são "incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional" do ex-assessor.
Em 2016, Queiroz, que é policial militar, fez 176 saques em espécie, chegando a realizar cinco saques no mesmo dia, somando mais de R$ 18 mil. Em entrevista ao jornal SBT Brasil, Queiroz disse que parte da movimentação atípica veio da compra e venda de carros e negou ser laranja de Flávio Bolsonaro.
 
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