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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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Câmara dos Deputados

Edição impressa de 11/01/2019. Alterada em 11/01 às 01h00min

Adesão do PSL inviabiliza apoio do PSB a Maia

Siqueira criticou Rodrigo Maia por não discutir decisão com aliados

Siqueira criticou Rodrigo Maia por não discutir decisão com aliados


/HUMBERTO PRADERA/PSB NACIONAL/DIVULGAÇÃO/JC

Partido com a sétima maior bancada da Câmara dos Deputados, com 32 parlamentares, o PSB definiu, nesta quinta-feira, que a adesão do PSL à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) "inviabiliza completamente" o apoio da legenda à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados.

O PSB deve formar um bloco com PP, MDB, PDT, PCdoB e, possivelmente, PT, PTB e PSC. A ideia é apresentar várias candidaturas para forçar que a disputa vá para o segundo turno. Já estão lançados JHC (PSB-AL), Arthur Lira (PP-AL), Fábio Ramalho (MDB-MG) e o gaúcho Alceu Moreira (MDB).

"Ficou evidente, pela amplíssima maioria, a preferência dos nossos deputados pela formação de um bloco que se opõe à candidatura do Rodrigo Maia", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. O partido reuniu 22 de seus 32 nomes na sede do partido durante quase quatro horas. O líder da sigla, Tadeu Alencar (PE), disse que ainda vai ouvir os que estavam ausentes, mas que não há número suficiente para reverter a tendência contra Maia.

O PSB, assim como os demais partidos do possível bloco, vinham conversando com Maia para apoiá-lo, até que, na semana passada, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, declarou que ingressaria na chapa pela reeleição.

"Houve a adesão, que ele (Maia) aceitou, do PSL, sem que ele tivesse discutido com nenhum de seus apoiadores, e isso inviabiliza completamente nosso apoio a ele", afirmou Siqueira.

"A entrada do PSL trazia uma identidade muito grande da candidatura de Rodrigo com o governo. Desde o começo, a gente dizia que era importante para este bloco garantir a independência do poder, que a gente pudesse exercer plenamente esse papel de oposição", afirmou Tadeu Alencar, que, mais cedo, havia se reunido com Maia.

O PSB já havia formado um bloco com PDT e PCdoB, e as legendas serão as primeiras consultadas. O PDT reúne seus quadros nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, e o PCdoB tem reunião prevista para a próxima terça-feira.

Fechada uma posição deste grupo, serão procurados PP, MDB e PT, com quem já há conversas em curso. Se conseguir aglomerar em torno de si PT (56 deputados), PP (37), MDB (34), PSB (32), PDT (28), PTB (10), PCdoB (nove) e PSC (oito), o bloco chegará a um total de 214 deputados.

Do outro lado, com PSL (52), PSD (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), SD (13), Pode (11) e PPS (oito), Maia teria 239 votos para sua reeleição, mas seus adversários dizem acreditar que o teto do atual presidente da casa é de 200. Não há nenhuma garantia de voto em bloco nos partidos, porque a eleição é secreta, o que permite traições à orientação do comando das siglas.

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