Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Ministério público federal

Edição impressa de 10/01/2019. Alterada em 10/01 às 01h00min

Antonio Palocci fecha terceira delação e primeiro acordo com MPF

O ex-ministro Antonio Palocci (ex-PT) assinou ontem seu terceiro acordo de delação premiada, o primeiro firmado com o Ministério Público Federal (MPF). A negociação foi fechada com a Procuradoria do Distrito Federal e abordou fraudes praticadas em fundos de pensão ligados a empresas e bancos estatais, alvo da Operação Greenfield, deflagrada em 2016. Os outros dois acordos assinados pelo ex-ministro, o primeiro em abril e o segundo em outubro, foram negociados com a Polícia Federal de Curitiba e de Brasília, respectivamente.
Desde segunda-feira o ex-petista vem revelando informações sobre aportes feitos por fundos de pensão de bancos e empresas estatais em troca de pagamento de propina para o PT. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o principal alvo da delação. No relato, Palocci lista uma série de pressões feitas por Lula junto a presidentes dos fundos para que eles aportassem recursos em empresas sem analisar o retorno financeiro que teriam.
O acordo é celebrado pelo ex-petista e seus defensores, já que tanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto a força-tarefa de Curitiba se negaram a assinar qualquer tratativa com Palocci. A Procuradoria do Distrito Federal teve uma postura distinta. Em dezembro, o órgão pediu autorização para a juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara de Curitiba, para ouvir Palocci sob o argumento de que ele pode contribuir com as investigações. Naquele momentos as tratativas da delação estavam em andamento.
Palocci viajou de São Paulo para Brasília por mais de 13 horas no domingo em seu próprio carro acompanhado de um motorista para evitar exposição.
Desde novembro, o ex-ministro está em regime semiaberto diferenciado e cumpre pena em casa, em São Paulo. Ele é monitorado por tornozeleira eletrônica e tem permissão para sair de sua residência para trabalhar, mas precisa se recolher à noite e nos fins de semana. Procurada, a defesa do ex-presidente Lula não respondeu, mas tem enfatizado que Palocci inventou mentiras para sair da prisão.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia