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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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PGR

Edição impressa de 10/01/2019. Alterada em 10/01 às 01h00min

Raquel Dodge pede para Geddel ser condenado a 80 anos de prisão

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais da ação penal sobre os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima em Salvador. Raquel Dodge quer que Geddel seja condenado a 80 anos de prisão.
Para o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão de Geddel, a procuradora pediu um a pena de 48 anos e seis meses. Para o empresário Luiz Fernando Machado Costa Silva a pena sugerida foi de 26 anos de prisão. Raquel Dodge pediu que seja decretado o perdão judicial a Job Ribeiro Brandão, ex-assessor da família Vieira Lima, por ter colaborado com a Justiça.
Nas alegações finais, a procuradora-geral também defende que Geddel continue preso preventivamente, alegando que ele mesmo que ele vá para a prisão domiciliar não há a garantia de que não cometerá mais crimes, além do risco de fuga. "Geddel Quadros Vieira Lima já deu mostras suficientes do que, em liberdade, é capaz de fazer para colocar em risco a ordem pública e vulnerar a aplicação da lei penal: tentou impedir a colaboração premiada de Lúcio Bolonha Funaro; no gozo de prisão domiciliar, manteve ocultos os R$ 51 milhões; manteve secretários parlamentares trabalhando como empregados domésticos (peculato); mandou destruir provas contidas em anotações, agendas e documentos etc."
A mãe dos irmãos Vieira Lima, Marluce Vieira Lima, também era ré na mesma ação, mas o relator, Edson Fachin, enviou a parte referente a ela para a 10ª Vara Federal de Brasília em novembro.
Em setembro de 2017, a PF contabilizou R$ 51 milhões em dinheiro apreendidos em um "bunker" em Salvador que seria, supostamente, utilizado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, na maior apreensão de dinheiro já realizada no Brasil.
Para pedir a prisão de Geddel, o juiz Vallisney de Souza levou em conta os indícios reunidos pela PF sobre a associação dos R$ 51 milhões ao ex-ministro. Geddel, que foi ministro da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer (MDB), está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
 
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