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Câmara dos Deputados

- Publicada em 07h16min, 04/01/2019.

Presidir CCJ é questão de governabilidade, diz Bivar

Dirigente partidário quer participação da sigla nas representações da casa

Dirigente partidário quer participação da sigla nas representações da casa


GILMAR LUÍS/JC
O presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), disse nesta quinta-feira que é questão de governabilidade que o partido tenha a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas negou que a negociação de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) tenha envolvido troca de favores.
O presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), disse nesta quinta-feira que é questão de governabilidade que o partido tenha a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas negou que a negociação de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) tenha envolvido troca de favores.
Segundo ele, o atual mandatário da Câmara se comprometeu a dar à sigla do presidente Jair Bolsonaro a presidência da comissão mais importante da Casa e cargo na Mesa Diretora em troca dos 53 votos da legenda.
"CCJ não é um cargo, é uma comissão que faz parte da governabilidade, não é um emprego", afirmou Bivar, ao ser questionado se a negociação não vai contra o discurso de "nova política" adotado pelo presidente em sua campanha.
O presidente da legenda falou após reunião com 17 parlamentares eleitos da bancada - que é a segunda maior da Casa, com 52 deputados, e tem pretensões de chegar a ser a primeira com as mudanças de partido.
Para ele, o acordo fechado com Maia na manhã desta quarta-feira garantirá governabilidade para a aprovação das reformas. "Tenho absoluta certeza de que vai dar ao governo, ao Planalto, uma governabilidade extremamente confortável para viabilizar as reformas que a sociedade exige", afirmou.
A declaração de apoio do PSL à candidatura de Maia causou desconforto em alguns membros da bancada, mas deputados que participaram da reunião na Câmara nesta quinta-feira dizem que a decisão foi pacificada.
Não é possível, no entanto, garantir que não haverá infidelidade na hora da votação, uma vez que o voto do parlamentar é secreto. Bivar disse, porém, que não haverá punição àqueles que declararem votos contrários. "Isso não foi nem discutido", disse.
A deputada eleita Joice Hasselmann, que nesta quarta-feira se manifestou favoravelmente à articulação em torno de Maia, afirmou que é ingenuidade não apoiar a reeleição do deputado. "O que o partido fez foi garantir o espaço do partido para que nós possamos trabalhar pelo governo Bolsonaro", afirmou. "É uma ingenuidade, uma meninice até, achar que o partido vai conseguir fazer qualquer coisa sem estar em espaços estratégicos."
Outros partidos também se aglutinam em torno de Maia: no dia 20 de dezembro, último dia de trabalhos na Câmara, Maia reuniu na residência oficial representantes de PSDB, PR, PP, PRB, PSD, PSB, PDT, PCdoB, SD, PPS e Podemos, além de siglas menores que pretendem apoiar a candidatura de Maia.
O presidente da legenda também aproveitou a reunião para anunciar oficialmente a candidatura do senador eleito Major Olímpio (PSL-SP) à presidência do Senado. O objetivo é fazer frente à candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL), hoje considerada a mais forte na Casa e que é vista com temor pelo partido.
 
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