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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Política

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partidos

Edição impressa de 03/01/2019. Alterada em 03/01 às 01h00min

PSL decide apoiar Maia para presidência da Câmara

Articulação dá força para candidatura à reeleição do presidente da casa

Articulação dá força para candidatura à reeleição do presidente da casa


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC

O PSL decidiu, ontem, apoiar Rodrigo Maia (DEM-RJ) para ser reconduzido à presidência da Câmara dos Deputados. Maia recebeu o presidente da legenda, Luciano Bivar; o vice-presidente da sigla, Antônio de Rueda; além do líder do partido na casa, Delegado Waldir (GO). "O assunto foi discutido pela manhã, e o presidente Rodrigo Maia se comprometeu a tratar de todas as agendas da campanha. Estamos em perfeita sintonia", disse Bivar. 

Segundo ele, Maia também se comprometeu a dar o comando de duas das mais importantes comissões: Constituição e Justiça (CCJ) e Finanças e Tributação. Além disso, segundo o presidente do PSL, o partido poderia ficar com a segunda vice-presidência da Câmara.

Desde o início da transição, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), trabalhava contra a candidatura de Maia, por avaliar que a esquerda seria favorecida em pautas relacionadas aos costumes. Ele não estava na reunião que selou o acordo.

Apesar da contrariedade do filho do presidente, nas últimas semanas, o PSL começou a dar sinais de aproximação com o candidato à reeleição. Há uma semana, o atual líder da bancada da sigla, Delegado Waldir, reconheceu a musculatura de Maia. "O PSL não tem candidato, mas queremos que toda a bancada - os 52 - vote no mesmo. Precisamos pensar na governabilidade", disse Waldir.

Maia possui boa interlocução com o superministro da Economia, Paulo Guedes. Eles conversam com frequência. Guedes, inclusive, tem recebido parlamentares indicados pelo presidente da Câmara. Ambos vislumbram a possibilidade de tocar juntos a pauta de reformas já alardeadas pelo governo, como a previdenciária e a tributária.

Contra Rodrigo Maia, outros cinco candidatos à presidência da Câmara anunciaram, em dezembro, um acordo. O gaúcho Alceu Moreira (MDB), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL), Capitão Augusto (PR-SP) e João Campos (PRB-GO) - que desistiu da disputa - prometeram formar uma aliança para, em caso de segundo turno, derrotar Maia. Os integrantes do grupo também contam com a simpatia de Jair Bolsonaro. Quando recebeu a bancada do MDB, Bolsonaro chamou Fábio Ramalho de "meu presidente".

A ampla frente de partidos que apoia Maia é formada, hoje, por DEM, PSB, PSDB, PR, PRB, PSD, Podemos e Solidariedade, mas também atrai partidos de oposição. O PDT e o PCdoB já praticamente selaram um acordo. O PT ainda analisa a conjuntura e espera algumas concessões de Maia, além de esperar a garantia de espaço importante em comissões.

Apesar de ter o apoio do PSL, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) não descarta uma possível aliança do PT com Maia. "Não é inviável, porque depende da composição da mesa e das comissões. Quem está dizendo que o PSL ficará com a CCJ e a Finanças e Tributação é o Bivar, não o Maia", pondera Zarattini.

O deputado também ressalta que o partido conversa com JHC e Fábio Ramalho. Luciano Bivar também decidiu lançar o nome de Major Olímpio (PSL-SP) para a presidência do Senado. O principal adversário e um dos favoritos para o cargo é o senador Renan Calheiros (MDB-AL), reeleito neste ano. Ontem, Olímpio gravou um vídeo para comentar a indicação. "Foi totalmente inesperado, o joelho tremeu. E o Bivar me deu tempo para amadurecer, analisar essa possibilidade, porque, se eu resolver ir para uma empreitada deste tamanho, tenho que estar realmente em condições de agregar uma vitória."

PRB confirma respaldo ao DEM e desistência de Campos

O líder do PRB na Câmara, o deputado Jhonatan de Jesus (RR), confirmou que a legenda vai apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da casa, na nova legislatura. Com isso, o deputado João Campos (PRB-GO), que estava concorrendo à mesma vaga, desiste do pleito. "João estava tentando viabilizar a candidatura acreditando que seria o candidato do governo", disse Jhonatan. "Agora, ele fica sem sustentação." Ontem pela manhã, o partido de Jair Bolsonaro, o PSL, anunciou apoio a Maia.

Para apoiar a candidatura de Maia, o partido ainda deve negociar posições estratégicas na casa, entre elas, a vice-presidência da Câmara. Jhonatan disse que chega a Brasília hoje para conversar com o atual presidente da casa sobre estas articulações.

O líder da legenda disse que a decisão de João Campos deixar a disputa foi tomada em comum acordo. Eles se falaram ao telefone. "A conversa foi com a maior tranquilidade de sempre. João entendeu numa boa", disse Jhonatan.

João Campos havia assinado um acordo de apoio mútuo com outros quatro candidatos à presidência da Câmara opositores de Maia, no dia 12 de dezembro. No pacto, eles se comprometem a apoiar qualquer um do grupo que fosse ao segundo turno, em uma clara tentativa de combater Maia. No grupo estavam, além de João, Fábio Ramalho (MDB-MG), o gaúcho Alceu Moreira (MDB), João Henrique Caldas (PSDB-AL) e Capitão Augusto (PR-SP).

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