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Porto Alegre, quarta-feira, 26 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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mato grosso

Edição impressa de 26/12/2018. Alterada em 26/12 às 01h00min

Pedro Taques deixa comando do MT sob acusação de corrupção

Afetado na campanha eleitoral pela revelação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia homologado duas delações que o citavam, o governador mato-grossense Pedro Taques (PSDB) ordenou o levantamento de tudo o que pudesse desmontar as menções apresentadas contra ele. A demanda fez funcionários revirarem a noite organizando documentos. O tucano tentou a reeleição, mas amargou um terceiro lugar numa disputa em que Mauro Mendes (DEM) venceu no primeiro turno.
Durante seu mandato, presenciou a prisão de aliados - como o ex-Casa Civil Paulo Taques, seu primo, e o ex-secretário da Educação Permínio Pinto - e a transformação de outros em desafetos - como o promotor Mauro Zaque, ex-secretário de Segurança Pública, e até um deputado do PSDB, Baiano Filho.
Na campanha, mais rompimentos: a juíza Selma Arruda, candidata ao Senado pelo PSL, deixou de apoiá-lo ao saber das homologações. Ela foi eleita.
Agora, com os documentos, o governador tenta se preservar em um estado cujas operações policiais têm mirado políticos e agentes públicos.Alguns dos principais alvos foram o ex-governador Silval Barbosa (2010-2014), o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva e Paulo Taques.
Outro objetivo de Pedro Taques é resguardar a imagem política que construiu, de combatente intolerante da corrupção: ex-procurador da República, pediu a prisão de Jader Barbalho (MDB-PA) em 2002. Ao longo do mandato como governador, ele já vinha se antecipando juridicamente aos escândalos que poderiam afetá-lo.
Depois que Mauro Zaque deixou a Secretaria de Segurança Pública, no fim de 2015, acusou o Taques de ter conhecimento de um esquema de grampeamento de adversários e pediu investigação à Procuradoria-Geral da República (PGR). Quando o caso foi a público, o próprio Taques, em ofício, também solicitou que a PGR o investigasse. Atualmente, o caso é apurado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
Outro caso em que Taques se adiantou foi a prisão do empresário Alan Malouf, que diz ter sido operador financeiro da campanha do governador em 2014. Um dia antes de Malouf ser preso, o tucano registrou um depoimento em cartório afirmando que o empresário diria que o retaliaria. Ao ser preso, o empresário disse em delação que fazia parte de um grupo que geria o caixa-2 de campanha de Taques.
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