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Porto Alegre, terça-feira, 18 de dezembro de 2018.
Dia Internacional do Migrante.

Jornal do Comércio

Política

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transição no planalto

Edição impressa de 18/12/2018. Alterada em 18/12 às 01h00min

'Tem que meter a faca no Sistema S', afirma Guedes

Guedes fez declaração em almoço com empresários fluminenses

Guedes fez declaração em almoço com empresários fluminenses


/FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL/JC
Em discurso na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu cortes no orçamento do Sistema S, conjunto de organizações focadas em treinamento que é gerida por federações de indústria, comércio e transportes, entre outros.
"Como é que você pode cortar isso, cortar aquilo e não cortar o Sistema S? Tem que meter a faca no sistema S também", afirmou em seu discurso, proferido durante almoço com empresários fluminenses.
Diante do espanto da plateia, emendou uma brincadeira: "Vocês estão achando que a CUT (Central Única dos Trabalhadores) perde sindicatos e aqui fica tudo igual, o almoço é bom desse jeito, ninguém contribui?", disse, desta vez recebendo aplausos.
Ele referia-se às mudanças provocadas pela reforma trabalhista de 2017, que puseram fim ao imposto obrigatório pago por trabalhadores e geraram perda de receita para as maiores centrais sindicais do País.
Aos empresários, Guedes disse que todos têm que dar sua contribuição para o ajuste fiscal.
"A gente tem que cortar pouco para não doer muito. Se chegarem uns interlocutores inteligentes, preparados, que queiram construir, como o Eduardo Eugênio (Gouveia Vieira, presidente da Firjan), a gente corta 30%. Se não tiver, é 50%", afirmou.
O presidente da Firjan, que havia defendido antes do discurso ideias do governo eleito, como a abertura econômica, disse depois que a entidade já tem um grupo de trabalho para apresentar proposta de reforma do Sistema S.
Guedes voltou a defender abertura da economia e criticar a postura supostamente protecionista de setores da indústria brasileira, dizendo que ficam "entricheiradas" tentando impedir a chegada de concorrentes. "Abrir a economia sempre foi uma alavanca de desenvolvimento", afirmou o futuro ministor da Economia.
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