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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no Piratini

17/12/2018 - 15h35min. Alterada em 17/12 às 15h58min

MDB decide participar do governo de Eduardo Leite

Decisão teve maioria esmagadora de votos do diretório, mas teve críticas de integrantes sobre fisiologismo

Decisão teve maioria esmagadora de votos do diretório, mas teve críticas de integrantes sobre fisiologismo


LUIZA PRADO/JC
Marcus Meneghetti
O MDB decidiu que vai participar do governo de Eduardo Leite (PSDB). Em votação que ocorreu na manhã desta segunda-feira (17) na sede da sigla estadual em Porto Alegre, o diretório do partido aprovou o ingresso com 47 votos a favor, nove contrários e dois nulos.
A decisão é tomada menos de dois meses após o MDB ser derrotado justamente por Leite na disputa ao Palácio Piratini. O tucano derrotou o atual governador José Ivo Sartori, que tentava a reeleição. Nesta quarta-feira (19), será a vez do diretório municipal na Capital avaliar e decidir se vai aderir ao governo de Nelson Marchezan Júnior, também do PSDB.    
A oposição ao ingresso foi liderada pelo ex-candidato a prefeito em Porto Alegre Sebastião Melo, eleito para a Assembleia Legislativa, e pelo deputado estadual reeleito Tiago Simon, filho do ex-senador e ex-governador Pedro Simon, que também estava na reunião. Melo e Tiago sustentaram que, para fazer a defesa de pautas semelhantes entre Leite e Sartori, o partido não precisaria estar no governo. O argumento da semelhança de plataformas é usado para justificar o ingresso.
As duas siglas convergem em temas como a manutenção das atuais alíquotas do ICMS, que aumentaram em 2016 e estão com proposta para renovação por mais dois anos em exame na Assembleia, e privatizações para melhorar as finanças e conseguir acordo com a União. 
Simon afirmou, durante a reunião, que "entrar no governo reforça a imagem fisiológica do partido, principalmente a nacional". Neste caso, a decisão acabaria atingindo a imagem da sigla gaúcha que ficava mais alheia ao tipo de comportamento. 
O líder do governo na AL, Gabriel Souza, citou que dois deputados não votarão pelo aumento das alíquotas do imposto estadual. Um deles é Edson Brum. O deputado federal Alceu Moreira admitiu que o ingresso causa constrangimento aos filiados, dizendo que ele mesmo tem este sentimento. "Mas sentimentos pessoais são irrelevantes diante da votação do diretório", finalizou Moreira. 
Em entrevista especial ao Jornal do Comércio na semana passada, Moreira foi claramente contrário ao ingresso, mesmo admitindo apoio a pautas que são convergentes
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