Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 14 de dezembro de 2018.
Dia Nacional do Ministério Público.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

STF

Alterada em 14/12 às 13h58min

'Chegou a hora de a política voltar a conduzir o País', diz Toffoli

Toffoli sugere que sejam criada outras instâncias de decisões para evitar a judicialização

Toffoli sugere que sejam criada outras instâncias de decisões para evitar a judicialização


MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
Estadão Conteúdo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, disse em evento comemorativo dos 30 anos da Constituição no Rio, que chegou a hora da política voltar a conduzir o País e de o Judiciário perder o protagonismo que ganhou nos últimos anos.
"O Legislativo legisla para o futuro, o Executivo para o presente, e o Judiciário o passado. Se tudo vai parar no Judiciário, é porque as outras instâncias falharam. Não pode tudo parar no Judiciário", criticou em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
O ministro sugere que sejam criada outras instâncias de decisões e apontou como um motivos para o predomínio da judicialização no País o texto muito longo da Constituição brasileira, que para ele deveria ser simplificada.
Como exemplo concreto, Toffoli citou a judicialização da greve dos caminhoneiros deste ano, que, para ele, deveria ter sido resolvida entre as instâncias dos setores envolvidos.
"Será que é o Judiciário que tem que decidir greve de caminhoneiro? Ou são os setores da sociedade que têm que decidir? Mas está lá, está judicializado", destacou. "O Judiciário tem que ser a ultima fase e não a primeira", explicou.
Toffoli avalia que com isso o Judiciário ficou muito exposto e chegou a hora de se recolher: "É necessário que nos recolhamos, venho falando muito sobre isso", afirmou, sem citar nomes." Nós não somos zagueiros, somos centroavantes, não podemos ser o superego da sociedade", afirmou.
O ministro informou ainda que pela primeira vez na história do Brasil o STF terá uma pauta definida para um exercício completo, e prometeu divulgar na próxima segunda-feira (17), a agenda de 2019. Toffoli saiu do evento sem falar com os jornalistas.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia