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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de dezembro de 2018.
Dia Nacional do Ministério Público.

Jornal do Comércio

Política

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Partidos

Edição impressa de 14/12/2018. Alterada em 14/12 às 01h00min

MDB decide se entrará no governo tucano

Governador eleito, Eduardo Leite (c), convidou emedebistas a participarem da sua administração

Governador eleito, Eduardo Leite (c), convidou emedebistas a participarem da sua administração


VINICIUS REIS/MDB/DIVULGAÇÃO/JC
Marcus Meneghetti
A executiva do MDB gaúcho se reúne nesta sexta-feira, às 13h, na sede estadual, para decidir se vai ingressar na base aliada do governador eleito, Eduardo Leite (PSDB). No mesmo encontro, a bancada emedebista deve decidir como vai votar no projeto que prorroga por dois anos o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 
Em entrevista ao Jornal do Comércio, o presidente estadual da sigla, Alceu Moreira, comentou o convite feito pelo tucano para que o MDB participasse do seu governo - depois de vencer o governador José Ivo Sartori (MDB) no segundo turno das eleições deste ano. "Passamos o segundo turno inteiro discutindo as diferenças (entre Sartori e Leite). Aí, no minuto seguinte, um ganha e o outro entra no governo do vencedor. Então toda aquela discussão da campanha era fingimento, cinismo? Neste momento, não é coerente fazer parte do governo (Leite)", avaliou.
E, quanto ao projeto de prorrogação do ICMS, complementou: "Mesmo não participando do governo (Leite), e não queremos participar, vamos votar a favor de tudo aquilo que votaríamos se o governo fosse nosso". Durante a campanha, Sartori propôs a continuidade das alíquotas atuais por tempo indeterminado.
Entretanto, as declarações do presidente estadual do MDB geraram desconforto entre a bancada de deputados estaduais - o que resultou na convocação da reunião desta sexta-feira. Os parlamentares reclamaram que Alceu não os ouviu sobre essas questões.
Alguns deputados entendem que a semelhança entre as propostas de campanha de Sartori e Leite favorece o ingresso na base aliada do tucano. Juvir Costella (MDB) exemplifica as propostas do governo Sartori que o governador eleito pretende levar adiante: o enxugamento da máquina pública; o ingresso no Regime de Recuperação Fiscal (RRF); e a privatização das companhias Estadual de Energia Elétrica (CEEE), de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás) e Rio Grandense de Mineração (CRM). "O MDB não pode ser oportunista de entrar no governo (Leite) quando ele estiver indo bem. Ou recusar a entrada quando estiver mal. Se quiser participar, tem que entrar logo no início, pela porta da frente", opinou Costella - reiterando que a decisão vai ser da maioria dos membros da executiva. 
Quanto ao ICMS, o parlamentar concorda com a tese de Alceu. "Se o governador Sartori tivesse se reelegido, como votaríamos (no projeto de prorrogação do ICMS)? Defendo a coerência. Mas respeito a posição dos colegas e, se a bancada fechar a questão, voto com ela, mesmo que eu seja voto vencido", disse.
Um dos parlamentares do MDB que se recusa a votar a favor do aumento de impostos é Edson Brum. "Sempre votei contra aumento de impostos", afirmou categoricamente. Na votação de 2016 - quando Sartori propôs o aumento da alíquota básica de 17% para 18% e cinco pontos percentuais nas nominais - Brum não compareceu à sessão em que o projeto foi aprovado com 27 votos favoráveis, contra 26 contrários.
Depois da sessão da semana passada na Assembleia, o líder do governo no Parlamento, Gabriel Souza (MDB), disse que cogitava votar contrário à proposta, pois, ao prorrogar por apenas dois anos, Leite poderia colocar em risco o ingresso no RRF. Uma das exigências é não renunciar receitas. Por isso, as alíqoutas não poderiam baixar durante a vigência do regime. O deputado estadual Álvaro Boessio (MDB) acredita que a tendência, quanto à apreciação do ICMS, seja de que o partido libere os parlamentares para votar como quiserem. 
 

PDT estadual se reúne e reafirma que fará oposição à próxima gestão do Palácio Piratini

"O PDT, através da sua executiva estadual, em reunião ampliada com as bancadas de deputados estaduais e federais, decidiu por não ingressar na base de sustentação do futuro governo", diz a carta que o presidente estadual dos pedetistas, Pompeo de Mattos, enviou ao governador eleito, Eduardo Leite (PSDB) - respondendo ao convite do tucano para que o PDT participasse do seu governo.

Conforme o documento, formulado pelos pedetistas durante uma reunião nesta quinta-feira que durou cerca de três horas, o partido atuará como independente na Assembleia Legislativa, na próxima legislatura. Nesta eleição, o PDT elegeu apenas quatro parlamentares, metade dos oito que tem hoje. 

A decisão encerra as especulações em torno do nome de Jairo Jorge - candidato ao governo do Estado pelo PDT, no primeiro turno - para a Secretaria de Educação no governo de Leite. Segundo Pompeo, "o mais importante neste momento é o PDT manter sua unidade e ter optado por reafirmar a decisão do diretório estadual, que, ainda no segundo turno das eleições, decidiu ser oposição ao futuro governo".

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