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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de dezembro de 2018.
Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no Planalto

Edição impressa de 10/12/2018. Alterada em 09/12 às 21h36min

Ex-secretário de Alckmin vai para o Meio Ambiente

Novo ministro poderá unificar órgãos como o Ibama e o ICMBio

Novo ministro poderá unificar órgãos como o Ibama e o ICMBio


HO/AFP/JC
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou ontem, em seus perfis nas redes sociais, a indicação do advogado Ricardo de Aquino Salles (Novo) para comandar o Ministério do Meio Ambiente a partir de 1 de janeiro. A pasta era a única das 22 que ainda aguardava uma indicação. Salles foi secretário de Meio Ambiente de São Paulo entre 2016 e 2017, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Com a indicação, o primeiro escalão de Bolsonaro fica completo, com 22 nomes.
O ex-secretário de São Paulo já era cotado para o cargo e era o nome preferido dos ruralistas. O nome dele foi indicado por várias entidades ligadas ao setor produtivo, como agronegócio, construção civil, comércio e indústria. A Sociedade Rural Brasileira e a União da Agroindústria Canavieira (Unica) divulgaram nota de apoio ao advogado. Na segunda-feira passada, Salles também recebeu apoio de setores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O advogado foi denunciado pelo Ministério Público (MP) de São Paulo pela prática de improbidade administrativa. Segundo o MP, Salles teria fraudado mapas do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê para beneficiar setores econômicos. O valor da ação é de
R$ 50 milhões. De acordo com a denúncia, Salles teria determinado atos administrativos para adulterar mapas do Plano de Manejo. Além disso, segundo a denúncia, o futuro ministro procurou beneficiar setores econômicos, notadamente a mineração, e algumas empresas ligadas à Fiesp.
A reportagem não conseguiu contato com o ministro nomeado, nem com sua defesa. À revista Globo Rural, Salles se defendeu das acusações e afirmou que as duas decisões liminares da Justiça foram favoráveis a ele até o momento. "Defendo que o que fiz é correto. O MP tem opinião diferente, mas continuo defendendo que as medidas que adotamos na Secretaria (de Meio Ambiente de São Paulo) para corrigir o plano de manejo da APA (Área de Proteção Ambiental) do Tietê eram extremamente necessárias. Portanto, assim foi feito", disse Salles. O futuro ministro também foi investigado pelo MP por intermediar processos administrativos e outras atividades supostamente ilícitas na Junta Comercial de São Paulo.
Filiado ao partido Novo, Salles concorreu ao cargo de deputado federal nas eleições de outubro por São Paulo, mas não foi eleito.
O presidente eleito pretende fazer várias mudanças no Ministério do Meio Ambiente. A mais polêmica delas, ainda em estudo, é a unificação do Ibama e do ICMBio. Na avaliação do novo governo, a pasta precisa passar por enxugamento de despesas e cargos. A equipe de transição acredita haver sobreposição de tarefas entre Ibama e ICMBio.
Em nota divulgada neste domingo, o Observatório do Clima criticou a escolha de Salles para comandar a pasta do Meio Ambiente. Para o observatório, ao escolher Salles para o Meio Ambiente, Bolsonaro faz "exatamente o que prometeu na campanha e o que planejou desde o início: subordinar o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura".

Para Salles, foco será preservação 'sem ideologia e com muita razoabilidade'

Escolhido para ser ministro do Meio Ambiente, o advogado Ricardo Salles (Novo) disse que seu papel à frente da pasta será defender o meio ambiente e respeitar o setor produtivo.
Salles também afirmou que pretende "ajudar o Brasil a se desenvolver. "Vamos preservar o meio ambiente sem ideologia e com muita razoabilidade".
Durante a campanha para deputado, Salles gerou controvérsia com uma publicação em rede social na qual associava uma imagem de munição de fuzil às seguintes bandeiras: "contra a esquerda e o MST", "contra a bandidagem no campo", "contra o roubo de trator, gado, insumos..." e "contra a praga do javali".
Hoje, Salles irá a Brasília para começar a trabalhar na equipe de transição do governo eleito.

Primeiro escalão do governo Bolsonaro

  • Casa Civil: Onyx Lorenzoni (DEM)
  • Economia: Paulo Guedes
  • Gabinete de Segurança Institucional: General Augusto Heleno
  • Ciência e Tecnologia: Marcos Pontes
  • Justiça: Sérgio Moro
  • Agricultura: Tereza Cristina (DEM)
  • Defesa: General Fernando Azevedo e Silva
  • Relações Exteriores: Ernesto Araújo
  • Banco Central: Roberto Campos Neto
  • Controladoria-Geral da União (CGU): Wagner Rosário
  • Saúde: Luiz Henrique Mandetta (DEM)
  • Advocacia-Geral da União (AGU): André Luiz de Almeida Mendonça
  • Secretaria-Geral da Presidência: Gustavo Bebianno (PSC)
  • Educação: Ricardo Vélez Rodríguez
  • Secretaria de Governo: General Carlos Alberto dos Santos Cruz
  • Infraestrutura: Tarcísio Gomes de Freitas
  • Desenvolvimento Regional: Gustavo Canuto
  • Cidadania: Osmar Terra (MDB)
  • Turismo: Marcelo Álvaro Antônio (PSL)
  • Minas e Energia: Almirante Bento Costa Lima
  • Mulher, Família e Direitos Humanos: Damares Alves
  • Meio Ambiente: Ricardo de Aquino Salles (Novo)
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