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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Transição no Planalto

Edição impressa de 06/12/2018. Alterada em 06/12 às 01h00min

Disputa trava definição de titular do Meio Ambiente

Uma disputa entre os núcleos político e militar do futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) e a intenção de dar um novo perfil ao Ministério do Meio Ambiente têm dificultado a escolha do nome do ministro que irá comandar a pasta. Nesta terça-feira, Bolsonaro voltou a adiar a definição. Ele pretende indicar um nome que faça uma "sinergia" com o setor ruralista com o argumento de que existe no País uma "indústria de multas" ambientais.
Em um encontro com deputados do MDB em Brasília, Bolsonaro disse que há "muita coisa em jogo" na área e a pasta será a última das 22 que terá seu titular anunciado.
Além do Meio Ambiente, o presidente eleito ainda não definiu o futuro ministro dos Direitos Humanos, Família e Mulheres, que poderá ficar com os evangélicos.
Para tentar destravar a indicação do ministro do Meio Ambiente, Bolsonaro teve uma série de encontros nas duas últimas semanas. As reuniões provocaram especulações, convites recusados e descartes de nomes. Para auxiliares, há quase consenso de que o ministério deve ser uma espécie de "secretaria" da pasta da Agricultura.
Um sinal de desavença entre os vários núcleos que apoiam Bolsonaro está no fato de que há pelo menos dois grupos trabalhando em propostas para a área ambiental. Na transição, há o GT de ambiente, ligado ao núcleo militar, liderado pelo biólogo Ismael Nobre. Mas há também uma outra equipe, coordenada pelo agrônomo Evaristo de Miranda, da Embrapa, que, a convite de Onyx Lorenzoni (DEM)- futuro ministro da Casa Civil -, elabora um diagnóstico sobre o funcionamento da pasta a fim de propor a sua reformulação.
Militares da reserva próximos a Bolsonaro têm defendido a escolha de um general, mas a proposta não foi bem vista na transição. Também estão na lista de cotados o advogado Ricardo Salles, ex-secretário de Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e filiado ao Novo, e o engenheiro agrônomo Xico Graziano, ligado a lideranças tucanas.
Logo após a eleição, Bolsonaro disse que pretendia fundir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente. Foi uma sinalização a ambientalistas que o futuro governo poderia esvaziar o ministério que controla o Ibama e o ICMbio, órgãos fiscalizadoresDiante da reação negativa de setores exportadores, que temiam um desgaste da soja e da carne no exterior, Bolsonaro recuou e decidiu manter a pasta.
 
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